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arquivo da categoria: [viagens]

madeira/azoren

azoren

sem querer ser presunçoso, este anúncio espalhado por viena é verdadeiramente insultuoso. não sei se pela confusão geográfica ali espelhada, se pela mistura iconográfica dos dois arquipélagos.

wien-praha [2]

sacher torte vs trdlo

wien-praha [1]

wien_praha

não desgosto em viajar sozinho. habituei-me a escutar os outros e a fixar barulho das ruas. a viagem de comboio entre viena e praga foi longa, cerca de 5 horas em segunda classe, numa cabina razoável e dividida com um casal austríaco, passageiros frequentes da obb de viagem até praga, e um checo de faca de mato na perna e que desenhava armaduras medievais, viajando de breclav até pardubice. pouco conversadores, o que também não desgosto. não consigo fazer conversa, para manter o tempo, com desconhecidos que se sentam ao meu lado. o mesmo nos aviões. regressei, lentamente.

vai/vem

ferias

wien & praha
nos próximos dias, estarei longe.

Paris [2]

Paris is like a whore. From a distance she seems ravishing, you can’t wait until you have her in your arms. And five minutes later you feel empty, disgusted with yourself. You feel tricked. - tropic of cancer, henry miller

pode parecer absurdo mas sempre quis ir a paris influenciado por miller. não me sinto vazio, apenas cheio de vontade de lá voltar. sim, eu já disse isto mas quando for grande quero emigrar.

Paris [1]

lesvosges

também me apeteceu fugir em les vosges. sem olhar a vida.

[les marais ~ gus van sant, 2006]

america [2]

neworleans

The sky was blue, high above/ The moon was new, so was love/ This eager heart of mine is sayin’/ Lover come back to me.*

new orleans, lousiana.
outra américa, ainda mais extravagante, mas sempre com boa música.

* 1928  Oscar Hammerstein II & Sigmund Romberg.

américa [1]

a primeira vez que fui à america remonta a 1995. estava no canada há um mês a visitar uns primos, como condição quase universal de um açoriano no mundo. à america. fui de carro. numa road trip bafienta, levada a cabo num furgão castanho claro e sentado no banco de trás entre os meus avós, enquanto à frente uns tios-avós alternavam na condução. todos eles sextagenários; ligação entre cambridge, no canadá, e essa mítica cidade de fall river, nos estados unidos. estávamos em agosto, a brisa apenas a do ar condicionado e, esse, era escasso. guardo memórias residuais dessa altura; lembro-me que o subúrbio americano entrelaçado com as tradições açorianas (muitas delas já extintas) despertavam em mim uma admiração mórbida. procurava entender aquele progresso recuado dos emigrantes. já nessa altura tinha a percepção que aqueles pareciam mais açorianos dos que os que nas ilhas tinham ficado. apesar disso, tudo parecia grande., faziam tudo em grande. na américa, tudo é maior.

vai/vem

emviagem

em trânsito, sobre o atlântico.

semelhanças

os gregos, tal como os portugueses, vivem do passado.
do futuro, apenas nevoeiro.

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