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	<title>APELOEH OU A POSSIBILIDADE DE UMA ILHA &#187; livros</title>
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		<title>o que somos?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 18:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[porquanto o horizonte é uma centopeia grande, o mar é uma centopeia grande. nós uma centopeia emborcada, a arranhar o ar. poesia, pág. 30 luiza neto jorge]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>p</strong>orquanto o horizonte é uma centopeia grande, o mar é uma centopeia grande. nós uma centopeia emborcada, a arranhar o ar.</p>
<p><em>poesia, pág. 30<br />
luiza neto jorge</em></p>
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		<title>fragmento 2</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 03:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma sombra enconstava a pata ao vidro da janela assim protegidos adormecíamos poesia, pág. 280 luiza neto jorge]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>u</strong>ma sombra enconstava a pata<br />
ao vidro da janela<br />
assim protegidos adormecíamos</p>
<p><em>poesia, pág. 280<br />
luiza neto jorge</em></p>
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		<title>fragmento 1</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 03:28:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[bêbados loucos, sentia quando olhava esses revolucionados o coração, em lume brando, arder-me. são os meus amados poesia, pág. 278 luiza neto jorge]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>b</strong>êbados loucos, sentia quando<br />
olhava esses revolucionados<br />
o coração, em lume brando,<br />
arder-me. são os meus amados</p>
<p><em>poesia, pág. 278<br />
luiza neto jorge</em></p>
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		<title>LIVROS EM 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 07:05:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[listas]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[não li nada de quem ganhou o nobel nos últimos 5 anos, nem sei o que vendem as livrarias nos dias de hoje. na minha mesa de cabeceira estiveram mais do que uma vez: 1. se as coisas não fossem o que são ~ helder moura pereira 2. a sintaxe das lágrimas ~ josé tolendino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>n</strong>ão li nada de quem ganhou o nobel nos últimos 5 anos, nem sei o que vendem as livrarias nos dias de hoje. na minha mesa de cabeceira estiveram mais do que uma vez:</p>
<p>1. se as coisas não fossem o que são ~ helder moura pereira<br />
2. a sintaxe das lágrimas ~ josé tolendino de mendonça<br />
3. nove contos ~ j. d. salinger<br />
4. os cantos, a tragédia de uma família açoriana ~ maria filomena mónica<br />
5. black hole ~ charles burns</p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 17:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[avulsos]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[o amor é uma noite a que se chega só. josé tolentino de mendonça, a noite abre meus olhos para ti,sempre]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>o</strong> amor é uma noite a que se chega só.<br />
josé tolentino de mendonça, <em>a noite abre meus olhos</em></p>
<p>para ti,sempre</p>
]]></content:encoded>
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		<title>endzeit</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 06:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[atrás de ti o caminho luminoso como se o abismo tivesse uma cabeleira branca. josé tolentino de mendonça]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>a</strong>trás de ti o caminho luminoso<br />
como se o abismo tivesse uma cabeleira branca.</p>
<p><em>josé tolentino de mendonça</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>quatro tiros no coração</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 06:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[certas manhãs chegava esmagado pela luz longo, frívolo, ofensivo qualquer gesto aludia a uma espécie de temor a tristeza daqueles que pertencem a lugar nenhum vivia tudo num instante a solidão, os rancores as alegrias dos outros o silêncio do outono nunca o amor tocara o seu corpo com a intensidade do medo tornou-se parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>c</strong>ertas manhãs chegava<br />
esmagado pela luz<br />
longo, frívolo, ofensivo<br />
qualquer gesto aludia<br />
a uma espécie de temor<br />
a tristeza daqueles que pertencem<br />
a lugar nenhum</p>
<p>vivia tudo num instante<br />
a solidão, os rancores<br />
as alegrias dos outros<br />
o silêncio do outono</p>
<p>nunca o amor tocara o seu corpo<br />
com a intensidade do medo<br />
tornou-se parte de um rio<br />
nem perto, nem longe<br />
da palavra justa</p>
<p>ele só pedia<br />
&#8220;não me digam nada&#8221;.</p>
<p><em>josé tolentino de mendonça</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>a que distância deixaste o coração?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 06:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[a casa onde às vezes regresso é tão distante da que deixei pela manhã no mundo a água tomou o lugar de tudo reúno baldes, estes vasos guardados mas chove sem parar há muitos anos durmo no mar, durmo ao lado do meu pai uma viagem se deu entre as mãos e o furor uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>a</strong> casa onde às vezes regresso é tão distante<br />
da que deixei pela manhã<br />
no mundo<br />
a água tomou o lugar de tudo<br />
reúno baldes, estes vasos guardados<br />
mas chove sem parar há muitos anos</p>
<p>durmo no mar, durmo ao lado do meu pai<br />
uma viagem se deu<br />
entre as mãos e o furor<br />
uma viagem se deu: a noite abate-se fechada<br />
sobre o corpo</p>
<p>tivesse ainda tempo e entregava-te<br />
o coração.</p>
<p><em>josé tolentino de mendonça<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>pockets</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 21:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[we need much bigger pockets, i thought as i lay in bed, counting off the seven minutes that it takes a normal person to fall asleep. we need enormous pockets, pockets big enough for our families, and our friends, and even the people who aren&#8217;t on our lists, people we&#8217;ve never met but sill want [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>w</strong>e need much bigger pockets, i thought as i lay in bed, counting off the seven minutes that it takes a normal person to fall asleep. we need enormous pockets, pockets big enough for our families, and our friends, and even the people who aren&#8217;t on our lists, people we&#8217;ve never met but sill want to protect. we need pockets for boroughs and for cities, a pocket that could hold the universe.</p>
<p>[...]</p>
<p>but i knew that there couldn&#8217;t be pockets that enormous. in the end, everyone loses everyone. there was no invention to get around that, an so i felt, like the turtle that everything else in the universe was on top of.</p>
<p><em>pag.74, extremely loud &amp; incredible close</em><br />
<em> jonatham safran foer</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>solidão</title>
		<link>http://blog.apeloeh.com/2011/09/18/solidao-3/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 17:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apeloeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[cruzámos nossos olhos em alguma esquina demos civicamente os bons dias: chamar-nos-ão vais ver contemporâneos ruy belo, epígrafe para a nossa solidão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>c</strong>ruzámos nossos olhos em alguma esquina<br />
demos civicamente os bons dias:<br />
chamar-nos-ão vais ver contemporâneos</p>
<p><em>ruy belo, epígrafe para a nossa solidão</em></p>
]]></content:encoded>
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