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arquivo da categoria: [avulsos]

do começo de outro ano

ou a ideia ingénua que as coisas mudarão.

do fim de outro ano

atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir

mas esse tempo que há-de vir
não se espera como a noite espera o dia
nasce da força de braços e pernas em harmonia
já basta tanta desgraça
que a gente tem no peito a cair
não é do povo nem da raça
mas do modo como vês o porvir.

fausto, 1996

o amor é uma noite a que se chega só.
josé tolentino de mendonça, a noite abre meus olhos

para ti,sempre

feliz natal

the angel said “you gonna have a special baby” and that it was god’s son. she was quite excited, “oh my gosh, i gonna have the son of god!”, and them she was like “i can’t, i’m not married and stuff…”

in “the christmas story” >

mágoa

se calhar, se calhar
amanhã há-de haver mais e eu não sei;
devagar, com vagar
vou voltar à mágoa que deixei.

pedro ayres de magalhães

tópicos para uma fantasia

. somos ilhas à deriva
. somos fusos horários
. somos horizontes quebrados
. somos vozes estáticas

ou o toque que ainda nos marca.

fluxo

beija-me gentilmente,
recolhe as minhas pérolas de adrenalina
e acarinha-las com a tua saliva:

cospe o teu medo.
engole a minha vida.

[versão livre de moon ~ bjork, 2011]

regresso ao futuro

já estou há um mês deste lado do mundo e este aberrante fuso horário faz-me sentir como se estivesse numa viagem a regressar ao futuro:

– esse parece imutável e é a nostalgia pelo passado que se impõe como a grande viagem.

sobre a fantasia

– i’m in love with you.
– no, you’re in love with fantasy.

versão alternativa do diálogo de abertura entre gil pender e inez em ‘midnight in paris’ ~ woody allen, 2011.

lume brando

neste momento, são aproximadamente 8100 km de distância, menos 8 horas de fuso horário e cerca de 11 horas de avião que me afastam de portugal. até março de 2012, esta possibilidade de uma ilha continuará, como no último mês, em lume brando.

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