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arquivo da categoria: [avulsos]

ecg

a minha alegria, como diria conor oberst, é comatosa.

circadianismo

a semana que passou escapou-me. depois de 3 dias a fazer 12h/dia e um 24h/dia, seguiram-se 36h de sono que me fizeram perder o feriado e transformar o meu fim de semana num marasmo civilizacional entre o sofá e a cama. admiro quem dorme 8/h dia e consegue cumprir horários. quando for grande também o quero fazer.

do ouro

my heart is made of gold. how much you can give for that?

[the hottest state ~ ethan hawke, 2006]

ela

she.jpeg

breve

- Se, durante vinte e quatro horas em férias, pudesses assistir aos seguintes eventos, qual a ordem cronológica que escolherias para fazê-lo - dança/bailado; peça de teatro; exposição; cinema? ficaria pelo cinema, intercalando uma ou outra exposição; o teatro e a dança/bailado exigem que se estabeleça uma relação de intimidade com o palco e isso incomoda-me; o confronto próximo ao objecto representativo corrói-me.

- Um filme visto ou revisto recentemente e um filme que queres ver ou rever? acabei de ver “the savages” e em lista de espera: “the wild one” para ver; “vale abrão” para rever (e terminou a colecção do público).

- Um livro lido recentemente e um livro que queres ler ou reler? li finalmente “a quinta dos animais” de george orwell, previamente conhecido jocosamente como “o triunfo dos porco”; em espera “jerusalem” de gonçalo m.tavares para completar a tetralogia de “o reino” (embora este tenha sido o primeiro dos quatro a ser publicado) e o aclamado novo livro de valter hugo mãe (de quem nunca li mais do que os post’s no blog).

§

paciência

de mim não posso fugir.

[título de um espectáculo de tânia carvalho no theatro circo em braga que eu dispenso já que não aprecio dança contemporânea em palco; o que não poderia dispensar era esta titulo como se me espelhasse nestes dias que vão e vêm.]

eu não quero morrer no hospital

I gotta go, go, go
Cause I don’t have long

Yeah I don’t give a damn what those doctors say
I don’t wanna spend another lonesome day
I don’t wanna die in the hospital
You gotta take me back outside

They don’t let you smoke and you can’t get drunk
All there is to watch are these soap operas
I don’t wanna die in the hospital
You gotta take me back outside.

[I don’t wanna die in the hospital ~ conor oberst, 2008]

morte,2

Death Is Not a Parallel Move.

{do album dos of montreal que está para vir}.

morte,1

trapezista.jpeg
{o trapezista, rui effe*}

paralelos

e porventura hoje estamos a aproximarmo-nos de um limiar homólogo - uma nova ‘experiência de vida’ paira no ar, uma percepção da vida que destrói a forma narrativa centrada e linear e transmite a vida como um fluxo multiforme, inclusivamente no domínio das ciências duras; parece que estamos obcecados pela aleatoriedade da vida e as versões alternativas da realidade. ou sentimos a vida como uma série de múltiplos destinos paralelos que interagem e são afectados de um modo crucial por encontros contigentes sem significado, pontos de intersecção nos quais uma série flui noutra (ver short cuts de Altman), ou como uma repetição continua de diferentes versões/desfechos do mesmo argumento (os ‘universos paralelos’ ou ‘mundos alternativos possiveis’ - vejam-se os filmes de kiéslowski, blind chance, a dupla vida de verónique, e vermelho…). esta percepção da nossa realidade como um dos desfechos possíveis - muitas vezes nem sequer provaveis - de uma situação ‘aberta’, esta ideia de que outros desenvolvimentos possíveis não são eliminados, continuando a assombrar a nossa realidade ‘verdadeira’ como um espectro do que podia ter acontecido e conferindo-lhe um estatuto de fragilidade e contingências extremas, colide implicitamente com as formas narrativas predominantemente ‘lineares’ da nossa literatura e do nosso cinema …

[páginas 173-4, slavoj žižek ~ lacrimae rerum]

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