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arquivo da categoria: [avulsos]

sobre o presente

Well, here we are, trapped in the amber of this moment. 
There is no why.

Slaughterhouse-Five, Or The Children’s Crusade:
A Duty-dance with Death - Kurt Vonnegut.

1559

faz cinco anos que o primeiro post tomou forma, na ilha aquando do meu regresso. entretanto parti para o meu porto e daí para o quase outro lado do mundo. regressarei é certo, e à ilha também, como todos os açorianos. por mais evasivo que seja, esta ‘possibilidade de uma ilha’ não deixa de acompanhar e reflectir pequenas brechas na solidão de um homem. desde então foram 1558 posts (1559 com este) num blog de baixa tiragem e para uma minoria de fieis seguidores.

enquanto puder, continuarei por aqui. obrigado.

nas trevas

e como estrelas duplas consanguíneas,
luzimos de um para o outro
nas trevas.

herberto helder

uma relação amorosa

este homem quer. tem vinte anos e quer. baixa-se porque quer. põe-se em bicos de pés porque quer. vem depois uma mulher que também quer. baixa-se porque quer. põe-se em bicos de pés porque quer. há no entanto um desencontro. quando o homem se baixa, porque quer, a mulher eleva-se. e o contrário. nunca se encontram, apesar de quererem o mesmo.

gonçalo m. tavares, visão 23.junho.2011

do começo de outro ano

ou a ideia ingénua que as coisas mudarão.

do fim de outro ano

atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir

mas esse tempo que há-de vir
não se espera como a noite espera o dia
nasce da força de braços e pernas em harmonia
já basta tanta desgraça
que a gente tem no peito a cair
não é do povo nem da raça
mas do modo como vês o porvir.

fausto, 1996

o amor é uma noite a que se chega só.
josé tolentino de mendonça, a noite abre meus olhos

para ti,sempre

feliz natal

the angel said “you gonna have a special baby” and that it was god’s son. she was quite excited, “oh my gosh, i gonna have the son of god!”, and them she was like “i can’t, i’m not married and stuff…”

in “the christmas story” >

mágoa

se calhar, se calhar
amanhã há-de haver mais e eu não sei;
devagar, com vagar
vou voltar à mágoa que deixei.

pedro ayres de magalhães

tópicos para uma fantasia

. somos ilhas à deriva
. somos fusos horários
. somos horizontes quebrados
. somos vozes estáticas

ou o toque que ainda nos marca.

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