PDL—LIS, diogo lima (trailer)
“A que sabe voltar à casa que julgamos querer abandonar de vez? Um jovem a estudar em Lisboa faz uma viagem a São Miguel para descobrir qual é a sua relação com a terra-natal à medida que a distância e o tempo os vão separando. Percorre e filma com um novo olhar os sítios onde cresceu e que até agora lhe traziam uma sensação agridoce. Neste exercício para um atelier de documentário da sua licenciatura, Lima repete continuamente que odeia a sua terra, mas é difícil acreditar nisso.”
NOITE DE FESTA, nunco costa santos & tiago carvalho (trailer)
Nuno, 37 anos, escritor e guionista, sente falta dos seus discos na sua nova casa em Lisboa. Resolve por isso buscá-los a São Miguel, Açores, a sua terra, onde viveu uma adolescência musical, em grande cumplicidade com os amigos, com os lugares, com as músicas, com as velhas e as novas realidades da ilha.
AZOREÑOS, tiago melo bento (trailer)
“Em 1763, um grupo de açorianos fundou uma cidade no Uruguai. Passados quase 250 anos, os habitantes de San Carlos celebram anualmente as festas açoriano-carolinas promovidas pela Associação “Los Azoreños” de San Carlos. O filme é uma viagem por estas festas e dá-nos a oportunidade de acompanhar um grupo de descendentes de açorianos que procuram um contacto com as suas raízes distantes.”
SAUDADE, bela feldman-bianco (doc)
“Tendo como pano de fundo a história local, esta etnografia visual desvenda o significado da recriação pelos portugueses do seu passado anterior à emigração na vida quotidiana em New Bedford, cidade da Nova Inglaterra que se tornou conhecida como a capital dos portugueses na América. SAUDADE deslinda as memórias de sete pessoas e as suas experiências na cidade americana e retrata com sensibilidade a dimensão humana da imigração.”
50 PESOS, manuel bernardo cabral
“José Custódio e Idalina recebem 50 pesos numa carta que lhes chega do irmão, há muito embarcado para a Argentina sem dar notícias. A inicial emoção de o saberem vivo dá lugar a sonhos de gente simples que, num infundado paralelismo com o dólar americano, vê nesses cinquenta pesos uma grande quantidade de dinheiro. Mas o câmbio é uma coisa cruel e, no banco, a dura realidade do baixo valor do peso argentino desfaz em fumo os sonhos que nunca deveriam ter sonhado.”
via blog do festival