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arquivo do mês: [02, 2012]

filmes vistos em fevereiro

>> no cinema
pina ~ wim wenders, 2011 ****
chronicle ~ josh trank, 2011 ***
the woman in black ~ james watkins, 2012 *
short movies nominated for oscars at the varsity

>> em casa
the broken tower ~ james franco, 2011 ****
hesher ~ spencer susser, 2010 ***
the art of getting by ~ gavin wiesen, 2011 ***

FANTASPORTO

fantasporto, porto
até 4/março

oscars’12

I recently heard from a movie-world friend who wondered why he’s “perpetually excited” by the Oscar nominations whether or not he’s impressed by the films themselves: “I’ve never been much of a sports fan, so I don’t think it’s the rooting part.” There is something particular about the Oscars: in a sporting event, the outcome depends on the competitors themselves, but the Oscars depend on votes, and, since the voters are the people who work in Hollywood, the awards are a snapshot of how the industry views itself—or, rather, how it would like to be viewed, less a collective self-portrait than a self-advertisement. And, unlike a sporting event, it also has a crucial prophetic value. The Giants, who are in the Super Bowl, and the Jets, who aren’t, are equally assured of playing their full schedule next season, whereas the Oscars are one way of deciding who’s in and who’s out—whose movies are likely to be green-lighted and whose won’t get financed. (The box office, of course, is another, which is the enthusiast’s sole reason for caring about it.) Rooting for Oscar nominees can take on added passion, not for the vain pleasure of seeing one’s own tastes ratified but for a vision of the cinematic future—the hope that artists one admires will benefit from smoother paths, brighter fortunes, and increased opportunities.

The New Yorker, Richard Brody >

o coração do ilhéu é infinito na aspiração.

josé torres in AAVV, história dos açores – do Descobrimento ao séc. XX,
instituto açoriano de cultura, 2008, p.11.
via livraria sol-mar

fez-se luz

“Catarina Branco pertence a uma geração que não necessita de renegar aquilo que construiu a identidade da mulher durante séculos para se afirmar. Pelo contrário. No seu trabalho, esta identificação feminina – um certo estereótipo colado aos “crafts” realizados por mulheres: as rendas e bordados, o trabalho têxtil, a doçaria conventual, a confecção de adornos litúrgicos em papel e escama de peixe – subjaz à reflexão sobre a identidade açoreana que a sua obra convoca”. >> ipsilon

10.02 – 31.03 | fez-se luz de catarina branco
museu carlos machado

a vida não me interessa

a vida não me interessa. algumas florentinas esbeltas, de xale escuro pela cabeça, alguns tipos de homens fortes – e mais nada. de ilha a ilha – corvo e flores – vão quinze milhas – mas que distância as separa!… aqui há escrivães de fazenda – empregados públicos – senhores e plebe. compreendo o corvo, não compreendo os interesses mesquinhos, moídos e remoídos numa pequena vila isolada a cem léguas do mundo. vejo às janelas, por dentro das vidraças, fisionomias tristes de velhos que estão desde que se conhecem à espera de quem passa – e não passa ninguém. é aqui que o hábito deita raízes de ferro. oh, meu deus! descubro que a gente enterrada há cinquenta anos se encontra outra vez nas flores, viva e aferrada às mesmas palavras e às mesmas manias do passado, numa meia-sombra em que se cria bolor. estou talvez no purgatório – o inferno é mais ao norte… certos seres mortos na minha mocidade, e que eu não sabia onde se tinham metido, foram desterrados para as flores. até personagens de romance! até a d. felicidade do eça aqui habita e exala os seus gases, e outras damas antediluvianas com broches ao pescoço e barrigas tão grandes como já hoje não existem barrigas no mundo! visitei uma senhora de idade que nunca saiu de casa e até a paisagem da ilha desconhece. quem não trabalha só pode fazer uma coisa: sentar-se nos bancos de pedra da misericórdia e esperar a morte. e na verdade aqui tanto faz estar vivo como morto e sepultado num jazigo de família.

– raul brandão, as ilhas desconhecidas.

arquipélago, 2


gabriel garcia

19/01 – 16/03 | exposição arquipélago
academia das artes dos açores

arquipélago,1


carlos mota

19/01 – 16/03 | exposição arquipélago
academia das artes dos açores

introdução ao tempo

porque ficou oceânico
o escasso momento de nós?

escorríamos pelas mãos
insatisfeitas e límpidas
nascentes
no ar um tempo frustre
a sequência dos sons
perdidos nos degraus

simples é a dor
e nós, nascidos

poesia, pág. 28
luiza neto jorge

ouro

o teu amor é como uma barra de ouro,
improvável de ter e difícil de manter.

[versão livre de bill whitters]

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