o coração do ilhéu é infinito na aspiração.
josé torres in AAVV, história dos açores – do Descobrimento ao séc. XX,
instituto açoriano de cultura, 2008, p.11.
via livraria sol-mar
o coração do ilhéu é infinito na aspiração.
josé torres in AAVV, história dos açores – do Descobrimento ao séc. XX,
instituto açoriano de cultura, 2008, p.11.
via livraria sol-mar
“Catarina Branco pertence a uma geração que não necessita de renegar aquilo que construiu a identidade da mulher durante séculos para se afirmar. Pelo contrário. No seu trabalho, esta identificação feminina – um certo estereótipo colado aos “crafts” realizados por mulheres: as rendas e bordados, o trabalho têxtil, a doçaria conventual, a confecção de adornos litúrgicos em papel e escama de peixe – subjaz à reflexão sobre a identidade açoreana que a sua obra convoca”. >> ipsilon
10.02 – 31.03 | fez-se luz de catarina branco
museu carlos machado
a vida não me interessa. algumas florentinas esbeltas, de xale escuro pela cabeça, alguns tipos de homens fortes – e mais nada. de ilha a ilha – corvo e flores – vão quinze milhas – mas que distância as separa!… aqui há escrivães de fazenda – empregados públicos – senhores e plebe. compreendo o corvo, não compreendo os interesses mesquinhos, moídos e remoídos numa pequena vila isolada a cem léguas do mundo. vejo às janelas, por dentro das vidraças, fisionomias tristes de velhos que estão desde que se conhecem à espera de quem passa – e não passa ninguém. é aqui que o hábito deita raízes de ferro. oh, meu deus! descubro que a gente enterrada há cinquenta anos se encontra outra vez nas flores, viva e aferrada às mesmas palavras e às mesmas manias do passado, numa meia-sombra em que se cria bolor. estou talvez no purgatório – o inferno é mais ao norte… certos seres mortos na minha mocidade, e que eu não sabia onde se tinham metido, foram desterrados para as flores. até personagens de romance! até a d. felicidade do eça aqui habita e exala os seus gases, e outras damas antediluvianas com broches ao pescoço e barrigas tão grandes como já hoje não existem barrigas no mundo! visitei uma senhora de idade que nunca saiu de casa e até a paisagem da ilha desconhece. quem não trabalha só pode fazer uma coisa: sentar-se nos bancos de pedra da misericórdia e esperar a morte. e na verdade aqui tanto faz estar vivo como morto e sepultado num jazigo de família.
- raul brandão, as ilhas desconhecidas.
19/01 – 16/03 | exposição arquipélago
academia das artes dos açores
19/01 – 16/03 | exposição arquipélago
academia das artes dos açores
porque ficou oceânico
o escasso momento de nós?
escorríamos pelas mãos
insatisfeitas e límpidas
nascentes
no ar um tempo frustre
a sequência dos sons
perdidos nos degraus
simples é a dor
e nós, nascidos
poesia, pág. 28
luiza neto jorge
o teu amor é como uma barra de ouro,
improvável de ter e difícil de manter.
[versão livre de bill whitters]
enxerta todo o mal que te corrói
no meu coração -
não tenhas medo
que ele nunca deixará de bater
a força que sinto é maior.
[versão livre de dark parts ~ perfume genius]
Well, here we are, trapped in the amber of this moment.
There is no why.
Slaughterhouse-Five, Or The Children’s Crusade:
A Duty-dance with Death - Kurt Vonnegut.
1. prizewinning, julianna barwick
2. new beginning (tidal darkness), deaf center
3. judges, colin stetson
4. a3, darkside
5. a surf on endorphins, korallreven
6. the piano drop, tim hecker
7. no release, lindstrom
8. skip town, nico muhly
9. before, washed out
10. unbrealable silence, ben frost & daniel bjarnason
11. replica, oneohtrix point never
12. libet’s delay, the caretaker
13. time is the enemy, quantic
14. fado das horas, carminho & nicolas jaar
14 musicas, 132mb, 60 min [download zipfile / ouvir em 8tracks.com]
P’ra meu coração, coitado,
Viver na vida uma hora.