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SÉRIES PARA TELEVISÃO EM 2011

[drama]

este ano, com madmen na gaveta, não houve nenhuma série que me fizesse ver um episódio sem intervalos.

american horror story (fx), temporada 1
mais do que uma história de terror cheia de fantasmas e mortes violentas, é a luta entre insanidade e fragilidade humana, nos seus medos e preversidades, que faz com que se queira ver toda a temporada num fim de semana. constance langdon (jessica lange) é a melhor personagem de ryan murphy desde james (jacqueline bisset) em nip/tuck.

the walking dead (amc), temporadas 1 e 2
horror pós-apocaliptico que emerge da recriação da temática zombie, traduzindo-se numa eficaz exploração das relações interpessoais num ambiente hostil e sem esperança. uma primeira temporada que demorou a aquecer e uma segunda temporada que vai a metade, mas que surpreende a cada episódio.

breaking bad (amc), temporadas 1,2, 3 e 4
série, suficientemente politicamente incorrecta de como um homem com cancro preso no sistema de saúde norte americano encontra na droga o financiamento para um tratamento oncológico milionário.

dexter (showtime), temporada 6
depois de seis episódios brilhantes explorando religião/moral, fé/desesperança, luz/escuridão, dexter descarrila na ida ao nebraska, no serial killer esquizofrénico e no amor incestuoso, que servirá de partida para a próxima temporada.

true blood (hbo), temporada 4
“what?, now i have to deal with witches?” – sookie stackhouse continua a sua caminhada, sem identidade, tal como a série. o brilho da primeira temporada extinguiu-se, sobrevivendo de enredos secundários e reciclagem de mitos.

 

[comédia]

happy endings (abc), temporadas 1 e 2
um grupo de amigos junta-se num café, na berma da rua, numa loja ou num apartamento qualquer e aí começa mais um episódio com menos de 25 minutos de puro entretenimento. versão menor dos míticos “friends”, com personagens estupidificadas em argumentos superficiais abordando temas fúteis. já não me ria tanto desde ‘scrubs’.

community (nbc), temporada 3
é talvez a série que mais arrisca na televisão, quer nos conteúdos através de personagens socialmente excluídas, conflitos culturais e exploração racial, quer no formato oscilando entre a comédia clássica, o mockumentary, o remake de filmes de culto, o musical e o stop motion. ocupa o humor deixado por ‘arrested development’ e, tal como esta, arrisca-se a ser cancelada num futuro próximo.

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