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arquivo do mês: [10, 2011]

filmes vistos em outubro

>> no cinema
beginners ~ mike mills, 2010 ****
weekend ~ andrew haigh, 2011 ****
50/50 ~ jonathan levine, 2011 ****
the ides of march ~ george clooney, 2011 ***
in time ~ andrew niccol, 2011 ***
crazy, stupid, love ~ glenn ficarra & john requa, 2011 ***
anonymous ~ roland emmerich, 2011 ***
norman ~ jonathan segal, 2010 ***

a promessa

a solidão imensa
o nada infinito

– oh, a luz promessa
ou a tua alma corrompida.

[versão livre de bandages, hey rosetta]

até os doidos

eu sei que não está certo,
aproveitar-me das tuas noites
e do teu abraço infinito

– é apenas uma vida de desculpas,
quando não se tem que escolher
o caminho, o transporte, a velocidade –

eu sei que não está certo,
até os doidos têm necessidades.

[versão livre de fools gold ring ~ dolorean]

futuro

um dia destes,
os nossos pensamentos transformar-se-ão em flores
e os nossos sonhos em pó.

– ninguém vivo lembrar-se-á que existimos.

[versão livre de hearts of love ~crocodiles]

era uma vez numa ilha

“Aqui fica uma entrevista com o realizador Gonçalo Tocha sobre o filme que está em competição nesta edição do DocLisboa.

Como foi parar ao Corvo?
De barco, à boleia com o marinheiro suíço Jean-Claude. Mas já sabia que ia ao Corvo e ia preparado para começar a filmar.

Quão distante (ou próximo) da realidade era o conhecimento que antes tinha da ilha?
Tinha o desconhecimento de quem nunca lá tinha ido e daí o impulso de descobrir. Apesar de ir aos Açores, a São Miguel, quase todos os anos desde criança, o Corvo era um outro mundo inacessível. Tão pequeno e longínquo quanto mitológico.

Ao chegar começaram logo a filmar, ou foram-se adaptando ao lugar aos poucos?
Cheguei ao Corvo a filmar e sai do Corvo a filmar.

Como reagiram as pessoas à presença da vossa câmara na sua ilha?
Com a desconfiança inicial perante o estranho. Cheguei vindo da nada, sem conhecer ninguém. Só me cabia em papel provar até onde estava capaz de chegar. Para além disso, a ilha tinha sido fustigada, nos últimos tempos, com reportagens da televisão que, de alguma forma, criticavam o seu modo de vida. Como no Corvo o conceito de cinema não existe, levámos por tabela. Mas no final de contas, gostei desta tensão, nada era dado.

Levou tempo a deixar de se sentir um forasteiro?
Com o segundo retorno fiquei menos forasteiro, e com o terceiro fui adoptado. Por vezes já diziam que já fazia parte da família e que já poderia filmar tudo o que quisesse.

O que mais encanta e o que mais assusta num microcosmos tão pequeno como é o Corvo?
O que mais encanta é o sentimento de pertença. Aqui, como a bordo dos navios, toda a gente conta. Possivelmente menos confortável, é a noção circular do espaço, andamos às voltas, sem sair do mesmo espaço. Todas as conchas protegem e limitam.

Como fazia o dia a dia por lá? O que se fazia depois do trabalho?
Nunca houve “depois do trabalho”. Todos os minutos era para o filme, mesmo os petiscos, os jantares, as festas, o copo no café. Estávamos sempre com a câmara e o microfone ligados.

Leu sobre a ilha antes de ir ou foi descobrindo os lugares, histórias e pessoas já na ilha?
Li tudo o que encontrei escrito sobre o Corvo. Passei duas semanas na Biblioteca Pública de Ponta Delgada. São poucos documentos, cabem numa pasta. Tinha uma noção alargada do que teria sido a ilha nos últimos 500 anos, ainda que não se possa saber muito. Sabia que estava a passar por uma transformação económica e social radical. Mas não se sabia bem que transformação seria essa. Quando cheguei à ilha, havia então tudo para descobrir, as pessoas, a natureza, o passado e o presente.

Sente-se o isolamento? E como se ultrapassa esse isolamento?
Nunca senti isolamento, mas também eu vivi o quotidiano do Corvo através duma aventura.

Está a tentar uma estreia em sala para o filme? Como se faz isso sem ter uma distribuidora?
Vou tentar estreia em sala, e talvez até o faça com a uma distribuidora, se houver sintonia.”

entrevista a gonçalo tocha, por nuno galopim
disponível em sound + vision

adenda – É Na Terra, não é na Lua, de gonçalo tocha, foi o grande vencedor da edição deste ano do doclisboa.

pessoas como nós

people like us, half of them believe things will never work out.
the other half believe in magic.
anna

[beginners ~ mike mills, 2010]

curto

nós nao temos medo que o mar nos alague ou de que a terra nos falte: – temos sempre presente, como salutar advertência, a sensação de que o mundo é curto , e o tempo mais curto ainda.

pág. 46, corsário das ilhas, vitorino nemésio

versão livre #35: the new seattle sound, 1

1. helplessness blues, fleet floxes
2. lost my mind, the head and the heart
3. strange like we are, campfire ok
4. king of diamonds, motopony
5. whale song, lemolo
6. graves, rawena woods
7. blackout, pickwick
8. hold the morning, hey marseilles
9. too young to kill, brite futures
10. transcontinental, pedro the lion

10 musicas, 65.3mb, 38 min [download zipfile / ouvir em 8tracks.com]
depois do grunge, o hype indie.

não, ii

ando à deriva nesta escuridão,
murmurando sonhos na noite.

vou-te encontrar depressa my lobe – 
não me agagues a luz, por favor.

não resta nenhuma razão para ficar my lobe
mas não. não me deixes fugir.

[versão livre de cliffs along the sea ~ bryan john appleby]

não

não me guardes como se me tivesses,
não me beijes como se não me quisesses.

afinal para onde vamos?

[versão livre de we are the tide ~ blind pilot]

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