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arquivo do mês: [03, 2011]

Tell mama… tell mama all






[a place in the sun ~ george stevens, 1951]

as ilhas desconhecidas, raul brandão
edição da quetzal disponível desde 25/março.

essential killing


uma corrida para a sobrevivência.

[essential killing ~ jerzy skolimowski, 2010 ]

febre, 2

vejo o mundo nos teus olhos
e tu, apenas, o passado nos meus:

se te devorei a alma,
a minha arde lentamente no teu coração.

[versão livre de a fire to sleep ~ sin fang bous, 2009]

febre

grito na esperança dos teus sonhos
e canto segredos entre os nossos despertares:
derreto o corpo até a tua alma ser minha.

deixa-me delirar,
a febre permite sentir-te ao meu lado.

[versão livre de sing from dream ~ sin fang 2011]

versão livre 30: in the distance fading

lado a {54min/95.8mb/download zip file}
1. within dreams – the album leaf
2. (sea) – surface of atlantic
3. pacify – 65daysofstatic
4. if i were a dish –  múm
5. marching over the coals – and so i watch you from afar
6. threads – this will destroy you
7. critical distance – maybeshewill
8. adages of cleansing –  clogs
9. burial at sea –  mono
10. how to be a werewolf – mogwai

lado b {60 min/ 100mb/download zip file}
1. let me back in – explosions in the sky
2. give it up to the night – spokes
3. longing for colors – ef
4. raise your gaze – tristeza
5. all is violent, all is bright – god is an austronaut
6. matador – arms and sleepers
7. the romance on mammoth hill – efterklang
8. clamor – balmorhea
9. untitled 3 – sigur rós
10. weathering – epic45

Post Rock is a genre of alternative rock characterized by the use of musical instruments commonly associated with rock music, but using rhythms, harmonies, melodies, timbre, and chord progressions that are not found in rock tradition. Simply put, it is the use of ‘rock instrumentation’ for non-rock purposes. >> lastfm // List of post rock bands >> wiki

a sintaxe das lágrimas

pelas minhas lágrimas, conto uma história”, escreve roland barthes. as lágrimas são um mapa pleno de significação e de leituras. temos muitas maneiras de chorar e, o modo o fazemos, revela não só a temperatura dos sentimentos, mas a natureza da própria sensibilidade. ao chorar, mesmo na solidão mais estrita, dirigimo-nos a alguém: esforçamo-nos para que ninguém veja que choramos, mas choramos sempre para um outro ver. as lágrimas emprestam um realismo único, irresistível à dramática expressão de nós próprios. são um traço tão pessoal como o olhar ou o mover-se ou o amar.

página 12, a sintaxe das lágrimas – josé tolendino de mendonça
o dom das lágrimas, orações da antiga liturgia cristã

desejo

quem me dera adormecer nos teus braços
que me engoliriam em mil sonhos.

[versão livre de wooden arms ~ patrick watson]

o centro de tudo

[…] como não há-de ser ele este músico que preenche as canções de histórias-ficções, autor de imaginação fecunda (“cinefilias e outras incertezas” era o título do seu ábum de 1999), capaz de nos transportar de buenos aires a alfama com o espírito de “fernão mendes minto”, de meter puccini e nino rota e beckett em música de “teatrice” com sabor a weill e, depois, sempre, regressar ao centro de tudo? – que, nele, é inevitavelmente os açores: “costumo dizer que o açoriano é a quinta-essência do ser português, porque houve momentos, nomeadamente durante os filipes [de espanha], em que os açorianos eram os únicos portugueses,e por ter esta necessidade, tal como os “argonautas”, do “navegar é preciso”, de ultrapassar a lonjura e construir pontes; pontes que quando não podem ser físicas, que sejam outras.” […]

navegar é preciso [sobre o último álbum de zeca medeiros]
mário lopes / página 22 / sexta-feira 25 fevereiro 2011 / ípsilon

o desânimo

vale a pena lembrar o último capítulo de os maias, quando carlos da maia e joão da ega decidiem revisitar o ramalhete. após ega ter declarado que tinham falhado à vida, carlos diz uma frase – a de que se falha sempre na realidade o que se planeou na imaginação – que, de início, espanta o amigo. talvez josé do canto não tivesse ficado surpreendido, mas, no fundo, era tão romântico quanto ega. nos últimos anos, quase desesperou. não se suicidaria, como fizera antero, mas acabou tão desanimado quanto ele. as estrofes de despondency – “deixá-la ir, a vela, que arrojam/ os tufões pelo mar, na escuridade,/quando a noite surgiu da imensidade,/quando os ventos do sul se levantaram…/deixá-la ir, a nota desprendida/ […]/ e a vida… e o amor… deixá-la ir, a vida” – poderiam ter sido assinadas por si.

epílogo ~ os cantos, a tragédia de uma família açoriana
maria filomena mónica

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