
ou, como diria um amigo, eu também sou muitos outros filmes:
1. Vertigo (Alfred Hitchcock, 1958) : citação, quer da óbvia alusão ao penteado “em espiral”, quer da circunstância de perseguição obsessiva, e da vertigem de o fazer sabendo que se faz algo censurável;
2. La caduta degli dei (Luchino Visconti, 1969): estruturalmente, da família da alta burguesia que perde o patriarca e a ética, à relação incestuosa mãe/filho;
3. The age of innocence (Martin Scorcese, 1993): linguisticamente, da representação de coisas que se podem passar na mente/nos desejos das personagens, à utilização de efeitos de câmara como o “círculo iluminado” que cerca a Tilda Swinton, isolando-a enquanto come, no restaurante (e, em citação indirecta, The magnificent Ambersons Orson Welles, 1942);
4. Teorema (Pier paolo Pasolini, 1968): enredo, na medida em que é (ou podia ser) a história de um estranho sedutor que se introduz numa família e entretem ligações eróticas com vários deles;
5. Damage (Louis Malle, 1992): enredo, o triângulo mãe~filho~amigo revisitando o de pai~filho~namorada, a obsessão com a relação proibida, a destruição da família e o confronto com a mãe/pai para culminar num desenlace inquietante e trágico, a morte do filho;
6. Rocco e i suoi fratelli (Luchino Visconti, 1960): citação, no passeio no telhado da catedral de Milão;
7. Philapelphia (Jonathan Demme, 1993): excerto, como pretexto para citar a ópera andrea chénier de umberto giordano. maria callas canta la mamma morta para na parte final (Io son l’amore, io son l’amor, l’amor/E l’angelo si accosta,/bacia,/e vi bacia la morte!/Corpo di moribonda è il corpo mio) explicar o título do filme.
[il sono l'amore ~ luca guadagnino, 2009 ]
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