actualmente, não resta muita esperança. dantes, procurava, mexia-me a todo o instante. esperava alguma coisa. o quê? não sabia. mas pensava que a vida não podia ser o que era, ou seja, o mesmo que nada. a vida devia ser alguma coisa e eu esperva que essa coisa chegasse, procurava-a.
agora penso que não há nada por que esperar, então, fico no meu quarto, sentado numa cadeira, não faço nada.
penso que existe uma vida lá fora, mas nessa vida nada se passa. pelo menos para mim.
quanto aos outros, talvez se passe alguma coisa, é possível, isso já não e interessa mais.
p.29, ontem ~agota kristof