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arquivo do mês: [06, 2010]

mubi

o mubi (previamente conhecido por the auteurs), apesar de ter todos os tiques de rede social, é uma tentação para quem gosta de listas & cinema. perco-me por lá e apercebo-me de que de cada vez que decido ver determinado filme, ficam 10 por ver. a lista de espera é interminável.

escolhas

You have to make the right choice.
As long as you don’t choose, everything remains possible.

[mr.nobody ~ jaco van dormael, 2009]

para sempre

[mr.nobody ~ jaco van dormael, 2009]

versão livre #24: electroconvulsotherapy

1. sing sang sung ~ air
2. go do ~ jónsi
3. barock~ aufgang
4. olympians ~ fuck buttons
5. thieves in the night ~ hot chip
6. dance yourself clean ~ lcd soundsystem
7. porto ~ mathew herbert
8. paris ~ aeroplane ft. au revoir simone
9. odessa ~ caribou
10. oh chérie ~ new young pony club
11. stay close ~ delorean
12. and the world laughs with you ~ flying lotus

12 músicas, 1h, 130mb [download/ouvir]
para quem não estiver no sónar.

sónar 2010

barcelona, até 19.junho.

José Ser Amargo

não gosto de obituários, especialmente daqueles que se referem a mortes de doença prolongada. os portugueses que nunca o entenderam, que agora o façam e, claro, o elogiem. fico-me pelo graffitado em alguns ruas do porto – josé ser amargo.

o desconforto

há somente searas sobre a terra;
a espera insuportável e o silêncio inexprimível.

p.74, ontem ~ agota kristof

o tempo

o tempo despedaça-se. onde reencontrar os terrenos vagos da infância? os sóis eliptícos imobilizados no espaço negro? onde reencontrar o caminho que oscilou para o vazio? as estações perderam todo o seu significado. amanhã, ontem, que querem dizer estas palavras? só existe o presente. uma vez, neva. outra, chove. depois faz sol, faz vento. tudo isso é agora. isso não foi, não será. isso é. sempre. ao mesmo tempo. porque as coisas vivem em mim e não no tempo. porque as coisas vivem em mim e não no tempo. e, em mim, tudo é presente.

p.74, ontem ~ agota kristof

o sonho

ontem dormi até muito tarde. sonhei que estava morto. via a minha campa. estava abandonada, coberta de ervas daninhas.

uma velha passeava-se pelas campas. perguntei-lhe porque é que não tratavam da minha.

– é uma campa muito antiga – disse-me ela. – observe a data. não há ninguém que possa ainda conhecer aquele que aqui está sepultado.

eu olhei. era o ano em curso. não soube o que responder.

quando acordei era já noite. da minha cama via o céu e as estrelas. o ar estava transparente e doce.

p.73, ontem ~ agota kristof

eu espero

actualmente, não resta muita esperança. dantes, procurava, mexia-me a todo o instante. esperava alguma coisa. o quê? não sabia. mas pensava que a vida não podia ser o que era, ou seja, o mesmo que nada. a vida devia ser alguma coisa e eu esperva que essa coisa chegasse, procurava-a.

agora penso que não há nada por que esperar, então, fico no meu quarto, sentado numa cadeira, não faço nada.

penso que existe uma vida lá fora, mas nessa vida nada se passa. pelo menos para mim.

quanto aos outros, talvez se passe alguma coisa, é possível, isso já não e interessa mais.

p.29, ontem ~agota kristof

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