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arquivo do mês: [02, 2010]

filmes vistos em fevereiro

>> no cinema

invictus ~ clint eastwood, 2009 ***
(nuno’alvares)

Cloudy with a Chance of Meatballs ~ Phil Lord & Chris Miller, 2009 ***
(nuno’alvares)

a serious man ~ coen brothers, 2009 ***
(arrábida uci)

a single man ~ tom ford, 2009 *****
(arrábida uci)

precious ~ lee daniels, 2009 **
(arrábida uci)

>> em casa

conte d’été ~ éric rohmer, 1996 ****

dorian gray ~ oliver parker, 2009 *

the descent ~ neil marshall, 2005 ***

a single man [3]

singleman1

singleman2

singleman3

a estreia cinematográfica de tom ford é francamente pretensiosa; e vejamos esta afirmação como um elogio porque single man é uma das melhores experiências numa sala de cinema dos últimos meses, transformando uma simples história de luto numa explosão de emoções através de uma experiência visual e sonora ímpar. parece haver três elementos fundamentais que contribuem para isso: a fotografia de eduard grau, a música de abel korzeniowski (com Shigeru Umebayashi) e, claro, a visão de tom ford.

a single man [2]

singleman4

Stillness Of The Mind

[a single man ~ tom ford, 2009]

a single man [1]

A few times in my life I’ve had moments of absolute clarity. When for a few brief seconds the silence drowns out the noise and I can feel rather than think… And things seem so sharp and the world seems so fresh. I can never make these moments last. I cling to them, but like everything they fade. I have lived my life on these moments. They pull me back to the present and I realise that everything is exactly the way it was meant to be. – Christopher Isherwood, A Single Man.

[a single man ~ tom ford, 2009]

preciosa

precious

eu até gostava de ter achado este filme bom, mas não deixa de ser um programa da oprah em grande formato, literalmente.

[precious ~ lee daniels, 2009]

Ponta Delgada, o cuidado e a pressa

A cidade de hoje, da última década, herda este passado, assiste à falência da monocultura pecuária, e volta-se para o turismo como motor de subsistência alternativo. Este é um processo que, desenvolvendo comércio e serviços, acentua uma cultura predominantemente urbana, cada vez mais desligada da terra e da sua primeira identidade. Tenha-se como exemplo o curioso aproveitamento da relação com o mar que, herdando a ingénua (?) avenida marginal, a tenta converter no rosto de uma nova e moderna cidade cosmopolita.

in Sérgio Fazenda Rodrigues com João Maia Macedo, açores 2010

este não é um blog político

Sócrates teve o seu Haiti na Madeira. Tal como Obama, nos escombros da tragédia alheia, o ainda primeiro-ministro Português viu relançada a sua popularidade por simpatia e solidariedade. Descontadas as diferenças abissais, quer da dimensão da hecatombe, quer das personagens, é nestes momentos que um golpe de infortúnio tem o efeito perverso de relançar a simpatia pública por quem personaliza o dever de solidariedade. Certo é que a analogia termina por aqui. Como registam os maníacos das sondagens a popularidade de Obama, que estava em queda, voltou a saldo positivo com a sua disponibilidade para a causa de solidariedade com o Haiti. Após a tormenta da Madeira também Sócrates se prestou ao patriótico dever de prometer ajuda aos Madeirenses capitalizando a popularidade do momento. Porém, a diferença que conta é que Obama ainda mantém um capital político de credibilidade. José Sócrates luta por se manter à tona de água.

in João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

do fogo

seabear

e agora que te consigo ver
o teu coração incendeia-se nas minhas mãos.

[versão livre de i’ll built you a fire ~ seabear, 2009]

9500_pdl

para quem não sabe 9500 é o código postal de ponta delgada. para quem também, ainda, não sabe, é desde alguns meses o nome do cineclube de ponta delgada que ontem inaugurou a sua programação, numa sessão histórica, com les rendez-vous de paris (eric rohmer).

terra nova

o meu pai era um dos que não queria regressar. sentia profundamente que isso fazia parte do passado dele. acabámos por regressar de forma muito semelhante à que conto no livro, quando a minha avó estava a morrer. eu tinha quatro anos e não me lembro de grande coisa excepto de tomar banho “nos tanques”, na água fria, e ir à casa-de-banho no exterior, coisa que nunca tinha visto.

depois do meu pai morrer, tinha eu 22 anos, a minha mãe decidiu que íamos voltar a são miguel. foi aí que pela primeira vez compreendi que estava ligado a esse lugar e me apaixonei por ele. nessa altura era completamente canadiano, não queria ter nada com o meu lado português. e lembro-me de sair do aeroporto e ir de carro até lomba da maia e sentir uma ligação muito forte a este sítio.

– anthony de sá em entrevista a alexandra prado coelho, pág. 13 ipsilon 12/fev.

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