o que mais quero na vida

passear contigo, amar e ser feliz….*
[aquele querido mês de agosto ~ miguel gomes, 2008]
*broa de mel.

passear contigo, amar e ser feliz….*
[aquele querido mês de agosto ~ miguel gomes, 2008]
*broa de mel.
esperadas/inesperadas/adiadas.
há dias em que a vida parece não existir.

[la belle personne ~ christophe honoré, 2008]

1. remade horizon ~ dirty projectors
2. fables ~ the dodos
3. young hearts sparks fire ~ japandroids
4. it’s not my fault (it’s my fault) ~ discovery
5. little secrets ~ passion pit
6. hullaballabalú ~ múm
7. idiot heart ~ sunset rubdown
8. summer song ~ yacht
9. all the flowers ~ bibio
10. fly like an apple ~ joakim
11. don’t stare at the sun ~ cicada
12. rainbow voodoo clark
13. superpositions ~ nathan fake
14. i’m going away ~ the fierry furnances
14 musics, 51.9minutes, 42.2 mb (listen & download).
to listen at the end of the night, smothered by the heat.
a bola continua em órbita, um dia
estoira, o universo ficará mais limpo.
poema a chico mendes, eugénio de andrade
não suporto temperaturas abaixo de 15 nem acima de 25 ºc.

treinado para atacar negros.

Patrick guandara, membro da tribo Luo, espera numa enfermaria do hospital de nakuru depois de ter sido atacado por membros da comunidade étnica kikuyu. - walter astrada. 1º prémio, histórias.
teatro micaelense, s.miguel.
até 22.agosto
Gray filma o amor como condenação. Quem ama sofre. Começando no amor que as famílias votam aos filhos, quando assumem que outra vida se sobrepõe à delas. Amar é isso. Dar maior importância à coisa amada que a nós próprios. Visto de fora parece estúpido. Olhado a frio afigura-se antecâmara da tragédia. Talvez a grandeza do cinema de James Gray se possa aferir hoje pela capacidade de filmar a tragédia sem no entanto ter de a mostrar. Filmá-la como condição humana que é. Fazê-la sentir ao dar-nos acesso às zonas recônditas do coração e da mente das personagens. O cinema de James Gray é portador de moral conservadora reconhecível, que surpreende aqui ao descobrir um tom misericordioso que por momentos resgata as histórias dos simétricos amantes do fatalismo que sobre elas paira. Congratulamo-nos com a redenção final ao mesmo tempo que sabemos que as coisas não acabam assim. Enquanto houver gente que ama o destino encarregar-se-á de as castigar. Foi sempre assim, e também por isto a obra de James Gray é tocada pela intemporalidade dos clássicos.
in devaneios/ricardo gross*
o uso de letras minúsculas, neste blog, é apenas uma questão de estilo.