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arquivo do mês: [08, 2009]

o que mais quero na vida

mesagosto

passear contigo, amar e ser feliz….*

[aquele querido mês de agosto ~ miguel gomes, 2008]
*broa de mel.

mortes

esperadas/inesperadas/adiadas.
há dias em que a vida parece não existir.

perdidos

belle

[la belle personne ~ christophe honoré, 2008]

mixtape 15: the sun is often out

mixtape_quinze

1. remade horizon ~ dirty projectors
2. fables ~ the dodos
3. young hearts sparks fire ~ japandroids
4. it’s not my fault (it’s my fault) ~ discovery
5. little secrets ~ passion pit
6. hullaballabalú ~ múm
7. idiot heart ~ sunset rubdown
8. summer song ~ yacht
9. all the flowers ~ bibio
10. fly like an apple ~ joakim
11. don’t stare at the sun ~ cicada
12. rainbow voodoo clark
13. superpositions ~ nathan fake
14. i’m going away ~ the fierry furnances

14 musics, 51.9minutes, 42.2 mb (listen & download).
to listen at the end of the night, smothered by the heat.

inevitável

a bola continua em órbita, um dia
estoira, o universo ficará mais limpo.

poema a chico mendes, eugénio de andrade

amplitude térmica

não suporto temperaturas abaixo de 15 nem acima de 25 ºc.

um cão branco

whitedog

treinado para atacar negros.

[white dog ~ samuel fuller, 1982]

wpp’ 09

wpp09

Patrick guandara, membro da tribo Luo, espera numa enfermaria do hospital de nakuru depois de ter sido atacado por membros da comunidade étnica kikuyu. - walter astrada. 1º prémio, histórias.

teatro micaelense, s.miguel.
até 22.agosto

amor e castigo

Gray filma o amor como condenação. Quem ama sofre. Começando no amor que as famílias votam aos filhos, quando assumem que outra vida se sobrepõe à delas. Amar é isso. Dar maior importância à coisa amada que a nós próprios. Visto de fora parece estúpido. Olhado a frio afigura-se antecâmara da tragédia. Talvez a grandeza do cinema de James Gray se possa aferir hoje pela capacidade de filmar a tragédia sem no entanto ter de a mostrar. Filmá-la como condição humana que é. Fazê-la sentir ao dar-nos acesso às zonas recônditas do coração e da mente das personagens. O cinema de James Gray é portador de moral conservadora reconhecível, que surpreende aqui ao descobrir um tom misericordioso que por momentos resgata as histórias dos simétricos amantes do fatalismo que sobre elas paira. Congratulamo-nos com a redenção final ao mesmo tempo que sabemos que as coisas não acabam assim. Enquanto houver gente que ama o destino encarregar-se-á de as castigar. Foi sempre assim, e também por isto a obra de James Gray é tocada pela intemporalidade dos clássicos.

in devaneios/ricardo gross*

esclarecimento

o uso de letras minúsculas, neste blog, é apenas uma questão de estilo.

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