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arquivo do mês: [11, 2008]

: ilhas

O blog : Ilhas regista neste mês de Novembro cinco anos de actividade. Espaço de pluralidade de consciências o : Ilhas é o mosaico colectivo de uma visão do Mundo. Não é uma perspectiva asséptica pois nunca se pretendeu fazer do blog uma plataforma comunicacional concorrencial destinada a um projecto informativo similar à imprensa escrita. Foi, e é, uma forma diferenciada de comunicação que se fez lida e comentada à escala potencialmente universal da internet.

joão nuno almeida e sousa, aqui.

da cegueira

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ou da metáfora falhada?

[blindness - f.meirelles, 2008]

sombra

a tempo da estreia do filme sobre um dos seus melhores livres, é publicado o seu novo romance e ainda refazem as capas minimalistas da caminho (e uma delas com uma imagem do filme, claro). tudo num grande pacote dos dez anos após o nobel.

a máquina é maior do que ele. de cabeça baixa, ainda vai sobrevivendo apesar de parecer cada vez mais sombra do que vida.

viagens

sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.

o livro dos itinerários/ a viagem do elefante ~ josé saramago 2008

realidade

imito a realidade até encontrar uma melhor.

[versão livre de good lies ~ the notwist, 2008]

no armário

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Oh, my God!  – diria chad repetidamente.

[burn after reading ~ ethan & joel coen, 2008]

ema

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[vale abraão ~manoel de oliveira, 1993]

perversão

vou morrer, não vou? pergunta-me. afasto os olhos, início o meu discurso sobre a inevitabilidade da morte e a condição humana. não lhe respondi. percebeu e fechou os olhos. esboço um abraço com um toque no ombro e digo até já. meia hora antes tinha visto as suas lâminas, doença refractária a um tratamento salvage. não lhe consegui dizer. o poder perverso de saber que o outro vai morrer incomoda-me. não consigo ultrapassar isso.

lista de compras

comprar mais um aquecedor.

como sobreviver ao indie-chic?

os filmes independentes costumavam ser coisa de cinéfilos, para os frequentadores de festivais que riam das piadas de caserna, que apreciavam os seus parcos meios de produção e aplaudiam a sua ousadia formal. tudo mudou em 1994, quando ‘pulp fiction‘, que custou 8 milhões de dólares, ultrapassou os 100 milhões de receitas só nos eua. desde então, filmes de pequeno orçamento têm sido produzidos incessantemente por companhias ligadas aos grandes estúdios e por jovens cineastas ambiciosos em busca de uma carreira de sucesso em hollywood.

quando diablo cody, a argumentista de ‘juno‘, ganhou este ano o óscar, ficou claro que os principios que tinham tornado os filmes independentes tão atraentes revelavam ser maneirismos cínicos: a espontaneidade tornou-se estudada; a intimidade preciosa; a ousadia passou a ser o seu próprio valor de choque; o que era pessoal ficou superficial e solipsista; e o desejo de desafiar a narrativa linear transmutou-se em algo incoerente e pretensioso.

[ann hornaday, washigton post / p. 62 ipsilon 24.out trad. rui brazuna]

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