01.ARQUIVOS | 02. LINKS | 03. CONTACTO

arquivo do mês: [11, 2008]

Filmes vistos em Novembro

Burn after reading ~ ethan&joel coen, 2008 ****

In bruges ~ martin mcdonagh, 2008 ***

Blindness ~ fernando meirelles, 2008 ***

redbelt ~david mamet, 2008 ****

tropic thunder ~ ben stiller, 2008 ***

007 quantum of solace ~ marc forster, 2008 ***

le mépris ~ jean luc godard, 1963 *****

Le Mépris

mepris3.png

mepris1.png

mepris2.png

[le mépris ~ jean luc godard, 1963]

como um mal entendido pode ser fascinante.

(more…)

perguntas

são as perguntas que complicam a realidade.
sem perguntas a realidade seria simples.

[pág.21. o senhor breton e a entrevista ~ gonçalo m. tavares]

bond & forster

se há saga que nunca me tenha entusiasmado é a de bond. nunca vi um dos clássicos, nem os de pierce brosman. também não vi o primeiro de daniel graig. nunca me entusiasmou a figura de bond nem os seus propósitos. vi este quantum of solace, que não é mauzinho, por marc forster cuja obra me desperta atenção pela versatilidade dos seus projectos. apesar dos dramalhões que foram monster’s ball e finding neverland, os tres seguintes stay, stranger than fiction e the kite runner, foram incursões arrojadas apesar do seu maquineismo objectivado para agradar. este quantum of solace talvez seja o seu filme mais fraco mas não deixa de ser interessante a amargura de bond (ou qualquer que fosse o seu nome).

o sangue

o sangue é mais espesso que a água, e não é por acaso que o sangue aparece implicito logo no título da oitava colectânea de luís quintais. o sangue é ao mesmo tempo uma imagem do sofrimento (colectivo) e uma referência pessoal (à familia). O livro, de tom negro, vai e vem entre uma visão disfórica do nosso tempo e os lamentos pelo desaparecimento de pessoas próximas. quintais sempre recusou toda a espécie de optimismo histórico, e o que aparece aqui é mais uma vez um mundo turbulento e caótico que tem como imagem possível o universo de JG Ballard (expressamente invocado num poema). este nada admirável mundo novo é uma constante nestes poema, como se vê na tradução de um texto sarcástico de thom gunn.

quanto ao ‘sangue’ como laço de sangue, temos várias alusões a esquifes e despedidas, acompanhadas de referências musicais sombrias (joy division, elliot smith). aos 40 anos, o poeta reconhece essa dantesca seva escura que é perder quem amamos, e ao mesmo tempo constatar a ‘fátua ontologia’ de que somos feitos. a espessura do sangue convive com a fragilidade da carne, essa carne que vive em tremenda ‘afllição semântica’. é nesse contexto que aparece uma bela evocação do suicida pavesse, cujo centenário assinalamos este ano: ‘caminhar em agosto ou em turim/ as sucessivas revelações das coisas/ acontecem como quem diz um segredo// ou se despede./ nada começa antes do dia seguinte/ tudo é revisitação, tudo é agonia lembrada,// ou então, homem só diante da inútil poesia/ reclama a experiência,/ a singular incerteza de tempo e lugar,// a discreta luz do intransigente verão,/fim de tarde, rua única’.

pedro mexia sobre o novo livro de luís quintais ~ mais espesso que a água, edições cotovia [pág 43. ípsilon sextafeira 21 novembro 2008]

dos segredos

por favor acredita nos sonhos gentis.

– na afabilidade das pessoas
segredando durante o sono.

[versão livre de mountains made of steam ~ a silver mt. zion]

este corpo que me ocupa

é-me estranho.
cresce-me a barba há mais de 2 meses e não a corto.

amantes furiosos

Rosa Eterna
Almas Ardentes
Suplício Feroz
Amor e Ódio
Morte ó Rosa
Sacra Nobreza
Cruel Inocência
Chama do Triunfo

Paixões Violentas
Amantes Furiosos

Fiéis ao Romance
Cruzaremos Rotas Sem Fim.

letra de pedro ayres de magalhães, voz de manuel fúria

portugal no coração

FlorCaveira & AmorFúria: Arte, arte, arte.
David Fonseca: Mercado, mercado, mercado.

roubando o post de francisco valente.

redbelt

redbelt.jpeg

There is no situation you could not escape from. You know the escape.

[redbelt ~ david mamet, 2008]

« Anteriores §