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arquivo do mês: [07, 2008]

Filmes vistos em Julho

>> dvd

fracture ~ gregory hoblit, 2007 **

existenz ~ cronenberg, ****

sukkar banat/caramel ~ nadine labaki, 2007 ***

iron man ~ jon favreau, 2008 *

old joy ~ kelly reichardt, 2006 ****

the magnificent ambersons ~ orson welles, 1942 ****

margot at the wedding ~ noah baumbach, 2007 ***

paths of glory ~ stanley kubrick, 1957 *****

>> cinema

the dark knight ~ cristhopher nolan, 2008 ***
(lusomundo parque nascente, rio tinto)

batman

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At times, the movie sounds like two excited mattresses making love in an echo chamber. In brief, Warner Bros. has continued to drain the poetry, fantasy, and comedy out of Tim Burton’s original conception for “Batman” (1989), completing the job of coarsening the material into hyperviolent summer action spectacle.

Yet “The Dark Knight” is hardly routine—it has a kicky sadism in scene after scene, which keeps you on edge and sends you out onto the street with post-movie stress disorder. And it has one startling and artful element: the sinister and frightening performance of the late Heath Ledger as the psychopathic murderer the Joker. That part of the movie is upsetting to watch, and, in retrospect, both painful and stirring to think about.

When Ledger wields a knife, he is thoroughly terrifying (do not, despite the PG-13 rating, bring the children), and, as you’re watching him, you can’t help wondering—in a response that admittedly lies outside film criticism—how badly he messed himself up in order to play the role this way. His performance is a heroic, unsettling final act: this young actor looked into the abyss.

[past schock by david denby, the new yorker]

derriço

vocábulo que pode ser encontrado no dicionário como sinónimo de escárnio, troça ou impertinência e figurativamente como namoro ou galanteio. na ilha, a minha avó e lá em casa, derriço, não longe do sentido figurativo acima, referia-se a namoro ou brincadeira excessiva quer envolvesse contacto físico ou não. numa linguagem à morangos, curtir.

serralves & oliveira

a exposição sobre a obra de manoel de oliveira em serralves é uma desilusão. admito que mostrar o cinema não deve ser fácil, porém talvez se conseguisse evitar o amontoar de ecrans e sons em que a exposição se tornou impedido admirar pequenos pedaços de uma obra ímpar.

um dos exemplos mais desconcertantes é o de uma das salas em que há seis mini-quartos com cenas de vários filmes revisitando temas particulares da obra que se perdem por parecer que entramos em caixilhos de madeira-fresca de coelhos demasiado perto do ecran e com a luz que vem de fora a cortar qualquer momento introspectivo que as imagens pudessem ter em nós.

felizmente há pequenos instantes que nos fazem valer o penoso caminho na exposição – re/ver “douro, faina fluvial” na versão muda original; a entrada para a exposição com as paredes preenchidas de “retratos” de não-actores dos filmes de oliveira; e uma sequência de mar/nuvens/perdição de um comandante malkovich em “filme falado”.

há demasiada luz, demasiado barulho, demasiados fios à mostra, demasiada confusão. o bom é que sei que manoel de oliveira é muito mais do que esta exposição, isso descansa-me.

linha do horizonte

em dias de ilha à vista, contraio uma ponta de inquietação. não me apetece dar existência ao que tenho entre mãos. na ilha sempre fui padecente cronico de doença tão doce. se na minha viagem diária de camionete para a cidade avistava o pico arroxeado da ilha de santa maria, nem punha os pés no liceu. à conta da gazeta repetida, fiquei muitas vezes tapado por faltas. achas que poderia haver aço e paciência para sofrer a chateza das aulas, quando, logo de manhã, e autorizando-se o tempo, se assistia ao parto de uma ilha irrompendo da linha complacente do horizonte, num prenúncio de que havia mais mundo para desbravar?

[marilha, p.192 ~ cristovão de aguiar]

old joy

 oldjoy.jpeg

sorrow is nothing but worn out joy.

[old joy, kelly reichardt]

paciência

de mim não posso fugir.

[título de um espectáculo de tânia carvalho no theatro circo em braga que eu dispenso já que não aprecio dança contemporânea em palco; o que não poderia dispensar era esta titulo como se me espelhasse nestes dias que vão e vêm.]

la la la

la la la la la la

o meu amor embrulha o teu coração
– não o desembrulhes, por favor –
somos a mesma serpente, o mesmo elefante
bebendo brandy
no sol de uma flor

la la la la la la

[versão livre de carmencita ~ devendra banhart, 2007. aquele supreendente videoclip fez-me outra vez ouvir em repeat Smokey Rolls Down Thunder Canyon]

do simples querer

quero ser teu amante
quero ser o teu homem
quero ser o teu objecto
quero abrir-te a porta
e amar-te
até me calejar –
my lobe.

[versão livre de lover ~ devendra banhart, 2007]

eu não quero morrer no hospital

I gotta go, go, go
Cause I don’t have long

Yeah I don’t give a damn what those doctors say
I don’t wanna spend another lonesome day
I don’t wanna die in the hospital
You gotta take me back outside

They don’t let you smoke and you can’t get drunk
All there is to watch are these soap operas
I don’t wanna die in the hospital
You gotta take me back outside.

[I don’t wanna die in the hospital ~ conor oberst, 2008]

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