o silêncio foi interrompido
ela tem uma forma de trabalhar própria. um pouco bizarra, porque é o tipo de pessoa que está sempre a surprender-nos. somos capazes de estar a criar a canção mais barulhenta que alguma vez fizemos e ela vira-se para nós e diz que lhe soa muito vulgar. depois, a seguir, começamos um tema que nos soa muito normal e vulgar, e ela vira-se para nós, entusiasmada, dizendo que o quer fazer de imediato. não estou a sugerir que não sabe o que quer, porque o sabe de uma forma muito clara e obejctiva. mas, por vezes, ela é desconcertante. é a pessoa mais honesta que alguma vez conheci. é brutalmente honesta, com o que isso gera de fascinio e surpresa. não estamos habituados a lidar com pessoas assim no dia-a-dia.
[adrian utley sobre beth gibbons ~ ipsílon pag 7 . 21março2008]



