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arquivo do mês: [03, 2008]

o silêncio foi interrompido

ela tem uma forma de trabalhar própria. um pouco bizarra, porque é o tipo de pessoa que está sempre a surprender-nos. somos capazes de estar a criar a canção mais barulhenta que alguma vez fizemos e ela vira-se para nós e diz que lhe soa muito vulgar. depois, a seguir, começamos um tema que nos soa muito normal e vulgar, e ela vira-se para nós, entusiasmada, dizendo que o quer fazer de imediato. não estou a sugerir que não sabe o que quer, porque o sabe de uma forma muito clara e obejctiva. mas, por vezes, ela é desconcertante. é a pessoa mais honesta que alguma vez conheci. é brutalmente honesta, com o que isso gera de fascinio e surpresa. não estamos habituados a lidar com pessoas assim no dia-a-dia.

[adrian utley sobre beth gibbons  ~  ipsílon pag 7 . 21março2008]

remate para qualquer poema

passeou pelos espelhos dos dias
suas clandestinas alegrias
que mal se reflectiam desertaram

ruy belo ~ orla maritima e outros poemas
[publicações assirio&alvim para a fnac - dia mundial da poesia]

breathbykimki-duk.jpeg

[soom ~ kim ki duk, 2007]

diferenças

mapa_az.jpeg

mapa_opo.jpeg

descubra as 10 diferenças nas imagens.

ventos

chama-se mata-vacas ao vento que sopra de nordeste e formigueiro ao vento do quadrante sueste, isto é, que sopra das formigas.

o sonho

há um sentimento que não consigo explicar
há uma alegria que não consigo conter

e esse era o sonho que estava a ter,
antes do despertador me acordar para a realidade.

[versão livre de The Dream Before The Ring That Woke Me ~ David Karsten Daniels, 2007]

o homem-morto

nunca saberei o que o homem-morto vê
nunca saberei o que o homem-morto ouve
nunca saberei o que o homem-morto teme

- eu posso tentar fazer de deus,
para me teres completo.

[versão livre de in the hot, hot rays ~ fleet foxes, album: fleet foxes]

ela

veio do mar, da solidão e da revolta.

- paulo marques, cadernos biográficos público.

[13.setembro.1923 a 16.março.1993]

The Lovebirds

vi the lovebirds no fantasporto; o filme é um bom objecto para entreter sem questionar - desde o argumento à montagem não passa de uma colecção de lugares-comuns do cinema que proporcionam uns 80 minutos ligeiros; apenas a história em que fernando lopes faz de protagonista é potencialmente boa. mas, o que me ficou do filme foi uma introdução por um realizador presunçoso e arrogante, o que se confirmou pela entrevista no ípsilon de sexta-feira passada.

yo-yo, parte 2

toda a história é baseada em factos reais, excepto o final. o rapaz não saltou…. embora até ele se sentar à minha frente no metro, eu achar que tinha saltado.

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