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arquivo do mês: [01, 2008]

Filmes vistos em Janeiro

>> dvd e tv

corto maltese pack – canal plus, 2003

saeng satawă ~ apichatpong weerasethakul, 2007 *****

as tears goes by ~ wong kar wai, 1988 ***

funny games ~ michael haneke, 1997 ****

4 luni, 3 saptamani si 2 zile ~ cristian mungiu, 2007 ****

juno ~ jason reitman, 2007 **

persepolis ~ marjane satrapi & vicent parounnaud. 2007 *****

>> cinema

the golden compass ~ chris weitz, 2007 *
(castelo lopes parque atlântico, ponta delgada)

cloverfield ~ matt reeves, 2007, ***
(lusomundo dolce vita antas, porto)

juno

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He is the cheese to my macaroni. – juno.

o novo hype do cinema independente americano tem uma boa banda sonora e algum humor. apenas isso –  pretensioso, irritante e cansativo – todo muito bem desenhado, numa fórmula que começa a ficar gasta  e repleta de lugares-comuns, para representar o cinema independente (‘indie’) americano.

[juno ~ jason reitman, 2007]

persepolis

persepolis.jpeg

[persepolis ~ marjane satrapi & vicent parounnaud. 2007]

killed

KILLED

tee.shirt #26
como diria morrissey you have killed me.

surpreso

pareces surpreso. não com o teu regresso, mas com a vida, só.

(ela. há 4 anos atrás e que reli hoje num caderno enquanto desfazia os caixotes.)

mar, 2

as gaivotas sobrevoam a cidade à procura de comida. insones tornam-se aliadas de uma noite acastanhada pela densidade luminosa que nem as estrelas deixa espreitar. transformam o silêncio da noite numa agonia purgatórica.

da minha janela já não se vê o mar.

mar

não vou para o outro lado do mundo. – (eu)
mas há lonjura. há mar. – (a minha avó quando me fui despedir)

o mar é a verdadeira distância.
a partir de hoje, e depois de um ano na ilha, volto a morar no porto.

entardecer

O porto é uma cidade do entardecer e uma presa nocturna.
augustina bessa luís.

diminuitivos

na ilha de sam miguel faz-se uso excessivo dos diminuitivos, o que está em perfeita harmonia com a psicologia colectiva. o meio actua muito, concorrendo poderosamente para as alterações fonéticas, morfoilógicas e ideológicas. terra, onde abundam os camponêses, quando alguem alude ao oficio ou modo como ganha a vida, diz geralmente: isto é o meu sachinho. poucos são os que intimamente se não tratam por antonino, candinho, francisquinho ou chiquinho, zézinho, manolinho, marianino, etc.

uma casinha, um dinheirinho, nica, nisquinha, etc são palavras de emprego constante na conversação popular. não se pergunta: vossa senhoria está bom ou gosa saude; mas sim: vossa senhoria vai espertinho? ao dedo minino chama-se mendinho. é um nunca acabar de diminuitivos. dar alminha ao menino é baptizá-lo. quando uma criança falece sem baptismo, diz-se: morreu sem alminha.

necessário é, porem, confessar que de todos os diminuitivos o mais carinhoso é o adjectivo pechinchinho ou chichinho. e não tem sabor tam agradavel esta palavra, que diz o mesmo, e talvez melhor, que pequenino?

[páginas 30 e 31 ~ a alma do povo micaelense, padre ernesto ferreira 1926]

para sonhar

sóbrio, a vida é uma prisão.
bêbado, é uma benção.
sóbrio, ninguém te quer.
bêbado, todas se despem.
sóbrio, és feio e velho.
bêbado, quem precisa de um espelho? 

oh…
estou demasiado bêbado para sonhar.

[versão livre de too drunk to dream ~ magnetics fields, albúm: distortion, 2008]

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