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arquivo do mês: [11, 2007]

Filmes vistos em Novembro

>> DVD e Tv

the lookout ~ scott frank, 2007 ***

alpha dog ~ nick cassevetes, 2006 ***

mala noche ~ gus van sant, 1985 *****

naked lunch ~ david cronenberg, 1991 ****

death proof ~ quentin tarantino, 2007 ****

the ten ~ david wain, 2007 **

bug ~ william friedkin, 2006 ****

>> Cinema

planet terror ~ robert rodriguez, 2007 **
(cinesolmar, ponta delgada)

control ~ anton corbijn, 2007 *****
(medeia cidade do porto, porto)

control

não

então, é isto a permanência – amor, orgulho estilhaçado.
o que antes era inocência, agora é a revolta.
uma nuvem paira sobre mim,
marcando cada movimento.

– na memória do que, uma vez,
foi o amor.

[control – anton corbijn, 2007]

(more…)

mar ∞ ilha

mar, ilha; ilha, mar. dois pólos de quinhoada solidão pelo mundo e as suas partes em silêncio repartidas. mar, ilha. e quem ousará adivinhar por que misteriosa transformação ortoépica não teriam ambos evoluído, semanticamente para marilha (o mar marulha ou marilha?), depois para marília, o nome de mulher, o teu, igualmente de sismo e de ciclone sitiado num nordeste só meu?

[marilha ~ cristovão de aguiar, 2005]

moquenquice

sagacidade dissimulada.
pela calada, com astúcia e simplicidade fingidas.

frio

não

está a ficar frio nesta ilha.
e sinto-me triste.

não

não

sozinho.

[versão livre de koop islands blues ~ koop]

sempre

não

que a vida comece agora –
diz que ficarás comigo
e sê a minha mulher.

[versão livre de whenever there is you ~ koop]

cara ou coroa

ela olhou-o pela derradeira vez. não és obrigado, disse. não és. não és.

ele abanou a cabeça. estás a pedir-me que me torne vulnerável, e isso é coisa que nunca poderei fazer. só tenho uma maneira de viver, que não admite casos excepcionais. uma moeda ao ar, no máximo. sem grande utilidade, neste caso.  a maioria das pessoas não acredita que possa existir alguém assim. isso deve constituir para elas um grande problema, como facilmente entenderás. como levar a melhor sobre uma coisa cuja existência recusamos a reconhecer. compreendes? assim que eu entrei na tua vida, a tua vida terminou. teve um começo, um meio e um fim. o fim é agora. dirás que as coisas podiam ter sido diferentes. que podiam ter corrido de outra maneira. mas o que é isso significa? as coisas não correram de outra maneira. correram desta. estás a pedir-me que desminta o mundo. percebes?

sim, disse ela, a soluçar. percebo. a sério que percebo.

ainda bem, disse ele. óptimo. depois deu-lhe um tiro.

[página 187 ~ este país não é para velhos, cormac mccarthy]

para que me deixem

peço além disso que a terra
onde nasci – seja ainda e sempre conservada
a uma boa distância de mim:
para quem lá mora tenha o tempo por si para esquecer-me
ou então para se lembrar cada vez mais de mim
enquanto me torno impossível:
mas lembrar com uma lembrança aguda e intolerável
que pese como o mar e seja salgada e repetida
como cada onde que bate
no rochedo – até lá por outras ondas seguida:
onda que não me salva
porque estou longe e será para todo o sempre perdida.

para que me deixem – o bicho harmonioso (pag.89), vitorino nemésio

sobre a procura

não

não

onde o teu braço me procura.

# seis e sete. caderno vermelho.

os teus pés

não

parte 1 ~ o ataque.

não

parte 2 ~ o contra-ataque

[death proof ~ quentin tarantino, 2007]

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