James

In French, ‘J’aime’ means ‘I love’. - sobre a origem do seu nome.
[james ~ jacqueline bisset]
provavelmente, a melhor vilã de nip/tuck.
[nip/tuck, temporada 4]

In French, ‘J’aime’ means ‘I love’. - sobre a origem do seu nome.
[james ~ jacqueline bisset]
provavelmente, a melhor vilã de nip/tuck.
[nip/tuck, temporada 4]

serás capaz de responder a todas as minhas perguntas?
[a imagem é de eugénio recuenco e a frase, se não me engano, de alexandre o’neil em poesias completas.]
lá numa ilha perdida
sob o sol quase cego
houve um poeta que passou a vida
triste como um morcego.
sem táxis nem parelhas
mas com um pouco de lua e um mar por todo seu
que havia de cantar? a solidão e as quelhas
que emolduraram de sombra e môfo o azul do céu
[À memória de Roberto de Mesquita, poeta verlainiano e escrivão da Fazenda nas Flores ~ Vitorino Nemésio, 22.Mar.1933]
Meses, senão anos, tenho levado à espera do assento interior necessário à arrumação das minhas ideas, sôbre êste amigo póstumo, que nos próprios Açores ninguém conhece nem louva. Porque êle exprimiu em parte uma coisa que todo o ilhéu gostaria de dar antes da morte: a angústia e doçura de ser sózinho no mar.
[Vitorino Nemésio ~ Revista de Portugal, Jan. 1939, p. 248]
There were days when I ate nothing. On those days I would try to manufacture a joyous mood for myself. I would lie down on my bed and smile. I’d smile for twenty minutes at a time, but then the smile would turn into a yawn. That was not at all pleasant. I would open my mouth just enough to make a smile, but it would open wider and I’d yawn. I’d start daydreaming.
…
When sleep is running away from a man, and the man lies on his bed, dumbly stretching out his legs, while nearby a clock ticks on the nightstand and sleep is running away from the clock, then it seems to the man that an immense black window opens wide before him and that his thin little gray human soul is going to fly out through this window and his lifeless body will stay lying on the bed, dumbly stretching out its legs, and the clock will ring its quiet bell: “Yet another man has fallen asleep.” At that moment, the immense and utterly black window will swing shut with a bang.
[so it is in life ~ Daniil Kharms, the new yorker fiction]
fim de tarde de sábado, chuva a entrelançar com nevoeiro e comer abóbora assada no forno com açúcar.


If the doors of perception were cleansed, everything would appear to man as it is: infinite. - william blake
[dead man ~ jim jarmush, 1995]
os meus olhos brilham, mas perderam o fogo de outrora.
o mundo transformou-se na minha sombra
com um sorriso de dor.
eu - incendiei o infinito.
ensina-me a ser feliz, ensina-me a controlar o medo, my lobe.
[versão livre de movements of fire - tones on tail, 1984]
Minha ilha fica no Oriente mas quantos Orientes há no Universo?
Minha ilha é cheia de árvores
e palmeiras
Mas quantas árvores há ainda?
Quantas ilhas são minhas?
E afinal quem sou eu?
lúcia costa melo simas

01. Crysanthemum [Kelley Pollar]
02. Niobe [Caribou]
03. Max [Junior Boys]
04. One more try [My Robot friend & Anthony]
05. Us and them [Supermayer]
06. Shake a fist [Hot chip]
07. Jerk me [New Young Pony Club]
08. Turkish delight [Lindstrøm & Prins Thomas]
09. Collarbone [Fujiya & Miyagi]
10. Time to get away [LCD Soundsistem]
10 músicas, 53.3 minutos, 62.91mb (ouvir)
depois da primeira mixtape andar à volta daquilo que se ouvia no ano em que nasci e das últimas duas oscilarem entre o melancólico e a esperança, aqui fica a quarta mixtape do versão livre, incrivelmente delirante.