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a transparência das palavras

quando se descobre um autor, é um verdadeiro deslumbramento. a gente tem a sensação de que avança por um continente novo e que o mundo se tornou maior. afinal, é possível. aquele sentimento de que ‘está tudo dito’ e que já não é possível inventar-se nada de novo (algo que tanto nos assalta) perde sentido. é claro que irrompe todas as características do absolutamente inesperado. a novidade é que não se pode prever. mas ajuda-nos imenso a lutar contra essa ideia pessimista que chegamos ao fim

[o meu cérebro produzia ilhas - a propósito de elizabeth bishop. página 16 ~ eduardo prado coelho, mil folhas 17.novembro.06]

foi por causa de eduardo prado coelho que comprava religiosamente o público de sábado quando havia o extinto mil folhas. a crónica semanal na secção opinião, encabeçada por um esguio gato preto, levou-me à descoberta de um novo mundo literário e foi dessa secção que senti mais falta quando acabaram com o mil folhas…

{1944-2007}

« as horas § por baixo de nós »