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arquivo do mês: [08, 2007]

Filmes vistos em Agosto

>> DVD e TV

running with scissors ~ ryan murphy, 2006 ****

Khian pen song daai (the letters of dead) ~ kapon thongphlap, 2006 *

disturbia ~ d.j. caruso, 2007 ***

dune ~ david lynch, 1984 ****

l’haine ~ mathieu kassovitz, 1995 ****

c.r.a.z.y. ~ jean-marc vallée, 2005 ***

huhwihaji anha (no regret) ~ hee-il leesong, 2006 ***

sakebi (retribuition) ~ kiyoshi kurosawa, 2006 ***

la science des revês ~ michael gondry, 2006 ****

the naked kiss ~ sam fuller, 1964 ****

>> CINEMA

i could never be your woman ~ amy heckerling, 2007 *
(lusomundo parque atlântico, ponta delgada)

ratatouille ~ brad bird, 2007 ***
(lusomundo parque atlântico, ponta delgada)

in the land of women ~ jon kasdan, 2006 ****
(cinesolmar, ponta delgada)

Um beijo nú

não

you’re the most interesting contradition i’ve met in many years. – grant

[the naked kiss ~ sam fuller, 1964]

Um homem-carneiro

um homem-carneiro negro percorre desfiladeiros e quedas-de-água, dissolvendo-se como se lançado de uma seringa ou num chuveiro.
– “há muito tempo para te fazer minha esta noite, há muito tempo para te fazer minha. há muitas maneiras de saber que não estás a morrer. oh meu anjo, há ainda uma luz imensa que sai dos teus olhos”.

um homem-carneiro negro de chifres cortados, respirando o nevoeiro ao anoitecer – “há muitas coisas para vestir quando vieres ter comigo, luvas de todas as cores para usar. há milhões de olhos que continuam presos a mim.”

um homem-carneiro negro dissolve-se na húmida memória de te ter, em doces gemidos, em cada regaço morto e em cada casa vazia. morrendo em silêncio, baixa a cabeça, belo e magistral, cheirando a vidálias num luar.

(vês as pegadas frescas por onde ele te levou? há muitas maneiras de reivindicar os seus crimes e há muitas maneiras de desgastar a sua pele. tens o teu. porque fugiste? não sabes que não o podes deixar sozinho? volta para o teu homem-carneiro negro).

– “eu espero. tu sabes que te espero, calmamente, para te fazer minha”.

[versão livre de black sheep boy, okkervil river 2005]

a dor, II

SEDUZ-ME

tee.shirt #20
a partir de um poema de al berto 

a dor

não

a dor é um efeito secundário.  – padre justin.

[‘carnivàle’ episódio 8 da temporada 1, criada por daniel knauf]
[imagem de davidfoldvari.co.uk]

conceitos dispersos

um. o centro do mundo: como num sentimento de metrópole quando um micaelense diz que vai visitar alguma das outras ilhas dos açores ou quando se refere a alguém das outras ilhas, facilmente diz “vou para as ilhas” ou “é das ilhas?“, respectivamente.

dois. o binómio ilhas de baixo / ilhas de cima: popularizado por vitorino nemésio em ‘sob os signos de agora – 1932’ e, mais tarde, em ‘mau tempo no canal’ – referindo-se ao grupo oriental como ilhas de cima e às restantes ilhas como as de baixo. vitorino nemésio, ainda falava num outro grupo, o picaroto ou a nata do insulano, integrante do grupo das ilhas de baixo.

sobre o boi do mar

não

cachalote, diagrama adaptado a partir de um de uma baleia de john montroll 

#duzentos e quinze. caderno preto.

por baixo de nós

além, pouco espaço da fortaleza, para oeste, esta uma ponta que se chama ponta dos algares, porque saem ali dois com as suas bocas, por dentro dos quais se caminha grande caminho por baixo de terra, por cujo vão parece que correu ribeira de pedra de biscouto em outro tempo, não sabido nem visto.

[saudades da terra, livro IV ~ gaspar frutuoso]

gruta do carvão (paim)
visitas de 2ª a 6ªfeira pelas 14h30, 15h30 e 16h30.

a transparência das palavras

quando se descobre um autor, é um verdadeiro deslumbramento. a gente tem a sensação de que avança por um continente novo e que o mundo se tornou maior. afinal, é possível. aquele sentimento de que ‘está tudo dito’ e que já não é possível inventar-se nada de novo (algo que tanto nos assalta) perde sentido. é claro que irrompe todas as características do absolutamente inesperado. a novidade é que não se pode prever. mas ajuda-nos imenso a lutar contra essa ideia pessimista que chegamos ao fim

[o meu cérebro produzia ilhas – a propósito de elizabeth bishop. página 16 ~ eduardo prado coelho, mil folhas 17.novembro.06]

foi por causa de eduardo prado coelho que comprava religiosamente o público de sábado quando havia o extinto mil folhas. a crónica semanal na secção opinião, encabeçada por um esguio gato preto, levou-me à descoberta de um novo mundo literário e foi dessa secção que senti mais falta quando acabaram com o mil folhas…

{1944-2007}

as horas

e as horas vão, morosas como lesmas, rastejando por sobre o nosso tédio.

[almas cativas ~ roberto de mesquita]

de uma luta minha contra o tempo.

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