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arquivo do mês: [07, 2007]

volto. até quando?

mais uma vez estou aqui.
o mesmo mar de outrora,
azul e cor-de-cinza.
violácea a paisagem.
e esta paz de espelho velho.

Longe,
aqui me desejando;
aqui
longe e mais longe
o pensamento navegando.
(…)
querer ficar e nem poder pensá-lo.

[pedro silveira ~ fui ao mar buscar laranjas]

sobre o medo

não

afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício. mário cesariny

#duzentos e oito. caderno preto.

Filmes vistos em Julho

>> DVD e TV

tarnation ~ jonathan caouette, 2003 ***

before sunrise ~ richard linklater, 1995 ****

before sunset ~ richard linklater, 2004 ****

dial m for murder ~ alfred hitchcock, 1954 *****

eraserhead ~ david lynch, 1977 *****

Farväl Falkenberg ~ jesper ganslandt, 2006 *****

Geuk jang jeon (uma história de cinema) ~ sang-soo hong, 2005 ***

Hellboy ~ guillermo del toro, 2004 *

gwoemul (the host) ~ joob-ho bong, 2006 *****

>> CINEMA

Das Leben der Anderen ~ Florian Henckel von Donnersmarck, 2006 *****
(cinesolmar, ponta delgada)

Indigènes ~ Rachid Bouchareb, 2006 **
(cinesolmar, ponta delgada)

harry potter & the order of phoenix ~ david yates, 2007 ***
(lusomundo parque atlântico, ponta delgada)

the simpsons ~ david silverman, 2007 **
(lusomundo parque atlântico, ponta delgada)

Desejo-te

não

[l’eclisse ~ michelangelo antonioni, 1962]

michelangelo antonioni 1912-2007

através

não

We draw a magic circle and shut out everything that doesn’t agree with our secret games. Each time life breaks the circle, the games turn grey and ridiculous. Then we draw a new circle and build a new defense.

[Såsom i en spegel / trought a glass darkly ~ ingmar bergman, 1961]

ingmar bergman 1918-2007

iberian union

se eu tivesse morrido aos 63 anos antes de te conhecer, teria morrido muito mais velho.

[josé saramago sobre pilar em ‘iberian union, a portrait of a relationship’ de miguel m. mendes >]

lembras-te*

depois de longas ausências, o reencontro com amigos de infância e de liceu são de uma inocência nostálgica embaraçosa. por mais que a experiência dos últimos seis anos nos tenha mudado, há entre nós a cumplicidade de nos termos conhecido aos dez anos e termos partilhado uma vida. os casamentos dos nossos amigos marcam esses reencontros que acabam sempre com um triste ‘lembras-te?‘.

as ondas

lá fora as ondas de incerteza
batiam violentamente contra as rochas salgadas,
naquele lugar vazio que um dia foi a minha casa.
cansado, ficava a ver a areia voltar atrás.
como se o mundo retomasse o seu lugar,
por instantes.

{é esta ilha que nos atormenta ou um fantasma em que não acreditamos?}

[versão livre de my oldest memory ~ bowervirds, 2007]

mais madura

a propósito dos recentes ‘in the land of woman‘ ou ‘i could never be your woman‘ também eu me rendi por uma mulher mais velha (não… mais madura).

o fim dos livros

quando escolho um livro ou começo a lê-lo a primeira coisa que faço é ler a última frase. já tive boas surpresas como em ‘o quarto de jacob’ de v.woolf em que a última frase se refere a atar uns sapatos, sendo este absurdo que me levou a lê-lo; infelizmente há outras em que a última frase parece dizer tudo sobre o livro (ou revelar uma grande dúvida), como no ‘harry potter and the deathly hallows’. apesar disso, não devo resistir nos próximos livros…

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