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arquivo do mês: [06, 2007]

Filmes vistos em Junho

>> DVD e TV

Le demoiselle d’honneur ~ claude chabrol, 2004 ****

Bande à part ~ jean-luc godard, 1962 *****

The ballad of Jack and Rose ~ rebecca miller, 2004 ***

Litlle fish ~ rowan woods, 2005 **

it’s all gone pete tong ~ michael dowse, 2004 **

young adam ~ david mackenzie, 2003 **

os lisboetas ~ sérgio trefaut, 2004 ***

douro, faina fluvial ~ manoel de oliveira, 1931 *****

dans paris ~ christophe honoré, 2006 *****

l’amour à mort ~ alain resnais, 1984 ****

THEY DIED WITH THEIR BOOTS ON ~ Raul Walsh, 1941 ***

misterious skin ~ gregg araki, 2004 ****

>> Cinema

Ocean’s thirteen ~ steve soderbergh, 2007 ****
(lusomundo parque atlântico, ponta delgada)

Zodiac ~ david fincher, 2007 ****
(lusomundo parque nascente, porto)

em paris

não

mas tu beijas-me e tudo passa

[dans paris ~ christophe honoré, 2006]

conversas soltas

numa tarde no progresso,

um) lembraste da joana? aquela mulher bem posta que vendia flores para lá de massarelos. perguntou um dos cinco senhores que já deviam ter uns setenta anos. os outos levaram algum tempo a lembrar-me, mas um ou outro acenaram com a cabeça que sim. foi a minha primeira namorada a brincar. deu-me dois beijos na cara que nunca mais esqueci. continuou ele, enquanto os outros se interpelavam sobre as suas primeiras namoradas. mais tarde, diz que a joana tinha morrido na semana anterior. mudaram de conversa e a propósito da nova lei do tabaco discutiam o design dos primeiros portugal suave e do highlife seguindo-se uma animada conversa sobre o aparecimento dos primeiros cigarros com filtro…

dois) mas olha, sabes que ele não me parece grande coisa. é sempre tão agressivo quando está contigo. pode ser muira boa pessoa, mas não me parece que seja para ti. dizia a rapariga de óculos de massa vermelhos à outra de óculos de massa pretos. discutiam o s.joão e o novo namorado da última. havia algum desdém e, por instantes, pareceu-me que a rapariga de óculos de massa vermelhos estava apaixonada pelo novo namorado da rapariga de óculos de massa pretos…

três) no fundo do café estavam três senhoras (talvez com uns cinquenta anos). todas com penteados acabados de sair do cabeleireiro e ainda dourados. não conseguia ouvir as conversas, mas alvitro que vagueassem pelos netos ou pelos tempos que hoje já não se vivem ou, ainda, pelas péssimas condições das ruas do porto, novamente em obras…

também havia um senhor que falava sozinho; continuei a beber a meia de leite de saco e pedi mais um queque de maça e canela.

porto

não sei se esta cidade existe, ou se o meu coração a vai construindo…

[egito gonçalves, a propósito do novo livro de germano silva – porto: da história e da lenda]

S.João, III

ninguém se julgue perdida
numa noite como esta
porque os mistérios da vida
são de tristeza e de festa.

(no manjerico que comprei…)

das chegadas

sinto-me sempre muita sozinho quando não está ninguém à minha espera.

diz lucas a paulo em [corte de cabelo ~ j.sapinho, 1995]

Falso Alarme

se o meu coração fosse de madeira e o teu amor de fogo, seguias-me?
se eu não souber nadar e a infinitude do oceano for o teu desejo, resistias?
se o deserto for o meu ser e as tuas emoções como o sol, escondias-te?

[versão livre de false alarm ~ jay jay johanson, she doesn´t live here anymore ep]

hoje no teatro micaelense pelas vinte uma e trinta. 

o presente existe.

o presente não existe. diria marco aurélio e muitos outros. nem o passado nem o futuro ou pelo menos seriam indiferentes tendo em conta que possivelmente teriam a mesma extensão. adoro debruçar-me sobre o tempo, sobre a sua efemeridade, sobre a amargura de se ter perdido, sobre a esperança de outro tempo. nada como a fatalidade do tempo. da fugacidade inevitável como se as horas fossem grãos de areia numa mão (de dedos grossos e desajeitados).

o presente existe. doi quando maior parece o passado e quanto mais longe parece o futuro. doi quando mais longe parece ser o presente de ter, my lobe.

S.João, II

SJOAO

tee.shirt #15 (até não poder mais.)

S.João

SJOAO

tee.shirt #14 (para tocar e cheirar devagarinho.)

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