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arquivo do mês: [03, 2007]

HOLGA ~ IN ~ LOVE

i'm not lucid, i'm confused

tee.shirt #7 (#1 para o concurso da embaixada lomografica portuguesa)

Filmes vistos em Março

interiors ~ woody allen, 1978 *****

el labirinto del fauno ~ guillermo del toro, 2006 ****

paris je t’aime ~ colectivo, 2006 **

hannah and her sisters ~ woddy allen, 1986 ****

rain ~ christine jeffs, 2001 **

transamerica ~ duncan tucker, 2005 **

the last emperor ~ bernardo bertolucci, 1987 ****

sen to chihiro no kamikakushi ~ hayao miyazaki, 2001 ***

smoke ~ wayne wang & paul auster, 1995 *****

taxidermia ~ gyorgy pálfi, 2006 ***

meu

Se eu vender tudo o que tenho e fugir de toda a gente que conheço, poderei fazer de outro lugar a minha casa?

[versão livre de my my, menomena 2007]

i {lomo} you

não

rascunhos para o concurso de tee´s da embaixada lomografica portuguesa até dia 17 de abril.

semana 12, agenda 2007

não

há momentos neste filme que me podiam ser biográficos.

[half/nelson ~ ryan fleck, 2006]

nobody,not even the rain,has such small hands

as tuas mãos serão sempre mais pequenas que as minhas (mesmo que me tentes enganar quando mas dás no frio e me aqueces). sinto falta do teu toque. acordei com a chuva e com aquele poema de e.e. cummings que elliot deu a lee em ‘hannah and her sisters’ – (i do not know what it is about you that closes and opens;only something in me understands the voice of your eyes is deeper than all roses) nobody,not even the rain,has such small hands.

João de melo

JOAO DE MELO, O MEU MUNDO NÃO É DESTE REINO

tee.shirt #6
joão de melo. o meu mundo não é deste reino. página 30.

e onde fica o mar?

É muito curioso notar como hoje, quando o longe já não existe, os estudantes que daqui partem levam a mesma nostalgia de outrora e têm saudades do mar, daquele mar que rodeia as Ilhas, está sempre presente ao ouvido, canta-lhes ao ouvido de noite, no silêncio, nas horas de tempestade está sempre presente e muda de cor e de feição a cada momento, mas no fundo
é sempre aquele azul de bruma e névoa que não abandona os seus filhos açorianos. E ao chegar a um sítio novo, ao ver uma bela paisagem surge a pergunta que parece estranha:
– E onde fica o mar?…
Mesmo os livros dos escritores açorianos que agora são mais conhecidos têm por tema “a doença do Açoreano” porque tratam do passado, da sua infância, das suas raízes mais verdadeiras. Querendo inovar é pelo regresso ao passado que o fazem, revivendo com outros olhos, com outras cores o que é para eles
a insularidade que não se fica por conhecer as Ilhas, passar por aqui e viver sem o berço do mar.
Há os teóricos da doença que muito estudam e buscam o seu sentido ou questionam as causas diversas. Há os estudiosos da saudade, e não são poucos, mas vivê-la, é total emente diferente de estudá-la. Como quando se critica Hegel por «pensar a Vida» podemos esquecermo-nos de senti-la. Porém a maioria dos “doentes” vivem com todos os sintomas que espreitam nos seus olhos quando têm a sorte de voltar num retorno que nunca cura nada, antes vem avivar mágoas ou reviver alegrias que pouco duram porque há sempre a hora do regresso. E esse estar lá, ou estar cá, é a dialéctica do longe e do perto que torna saudoso para onde quer que vá.

lucia costa melo simas em “a persistência da saudade, sobre uma doença açoreana”.

de qualquer modo

talvez o sol brilhe hoje, as nuvens se esfumem. talvez não terei medo e perceberei que tudo tem o seu plano. de qualquer modo, não saberei…

[versão livre de either way, wilco 2007]

a relatividade

não

Durante toda a sua vida achava que era o melhor de todos; agora, achava que não havia pior do que ele próprio.

[the last emperor ~ bernardo bertolucci, 1987]

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