~
olho para cima e vejo-te novamente sob a luz do sol.
ouço-te num eco de uma concha.
um pensamento bêbado ou uma longa despedida?
promete-me que ficarás igual.
[versão livre de seashell ~ seabear, 2007]
olho para cima e vejo-te novamente sob a luz do sol.
ouço-te num eco de uma concha.
um pensamento bêbado ou uma longa despedida?
promete-me que ficarás igual.
[versão livre de seashell ~ seabear, 2007]
Paris is like a whore. From a distance she seems ravishing, you can’t wait until you have her in your arms. And five minutes later you feel empty, disgusted with yourself. You feel tricked. - tropic of cancer, henry miller
pode parecer absurdo mas sempre quis ir a país influenciado por miller. não me sinto vazio, apenas cheio de vontade de lá voltar. sim, eu já disse isto mas quando for grande quero emigrar.

também me apeteceu fugir em les vosges. sem olhar a vida.
[les marais ~ gus van sant, 2006]

[conte d'été ~ éric rohmer, 1996]
Dando seguimento a uma relação que levou várias vezes o São Luiz à Ilha de São Miguel, agora é a vez do São Luiz trazer o Teatro Micaelense a Lisboa. Ao longo de uma semana, o Teatro Micaelense, traz uma mostra da cultura açoriana, focalizada em múltiplas vertentes, desde a culinária à música, passando pela literatura, pelo cinema, pela arquitectura e pelas artes visuais. >>
* o grande defeito desta iniciativa é ser em lisboa e, pior, na semana do fantas.
up in the air ~ jason reitman, 2009 ****
antichrist ~ lars von trier, 2009 ****
nine ~ rob marshall, 2009 ***
Did You Hear About the Morgans? ~ Marc Lawrence, 2009 *

Mystery Man: Do you have any idea how much I want to kill you?
Jacob: Yes.
Mystery Man: One of these days, sooner or later, I’m going to find a loophole my friend.
Jacob: Well when you do, I’ll be right here.
Mystery Man: Always nice talking to you Jacob.
Jacob: Nice talking to you too.
Tomemos como exemplo Roberto de Mesquita e já vão ver porquê – poeta nascido em 1871 nas Flores, de onde só saíu para uma viagem ao Continente, e cujos escritos já Nemésio considerava “ o melhor exemplo do perfil difuso (…) da Açorianidade”. Este adjectivo é importante, como as brumas. Certo é que R.M. tinha uns traços afrancesados simbolistas porque lia Baudelaire, Verlaine e essa malta, mas distinguia-se deles pelo seu “sentimento de solidão atlântica” que é, afinal, a condição humana dos açorianos, ilhéus no meio do grande mar. Dizer só isto é pouco, pois não faltam ilhéus por esse mundo fora (e alguns dividem o Atlântico connosco), portanto não sejamos arrogantes. Porque é que estarmos insulados nos faz tão diferentes? Porque o Açoriano não está insulado. Ele é insulado. Parêntesis para dizer que, deste modo, a Literatura Açoriana adquire uma geografia muito mais ampla: o Açoriano leva a Ilha para onde quer que vá – arquétipo mítico da Ilha Perdida que já só dentre dele existe, arca de onde se retira material para muita literatura e tema de uma perturbação mutiladora vulgarmente conhecida como “Síndroma de Ulisses” (que não é só açoriano e nada tem de mítico, infelizmente).
…
carla cook, revista fazendo nº28
Home- where the wheels are turning
Home- why I keep returning
Home- where my world is breaking in two
Home- with the neighbors fighting
Home- always so exciting
Home- were my parents telling the truth?
Home- such a funny feeling
Home- no-one ever speaking
Home- with our bodies touching
Home- and the cam’ras watching
Home- will infect what ever you do
We’re Home- comes to life from outa the blue.
Home ~ Brian Eno & David Byrne
[nip/tuck, 10º e ultimo ep da série 6]

The slower we move the faster we die. Make no mistake, moving is living. Some animals were meant to carry each other to live symbiotically over a lifetime. Star crossed lovers, monogamous swans. We are not swans. We are sharks.
[up in the air ~ jason reitman, 2009]
quando saí da sala não tinha qualquer impressão do filme, apesar de ser francamente melhor que juno, apenas ressoava em mim a voz de elliott smith. aos poucos fui-me apercebendo que afinal o filme não me saía da cabeça e de como a personagem de george clooney carregava uma imensa solidão (contemporânea) transparecida quer no abandono familiar quer na ausência de relações próximas.